Segundo Banco do Brasil, inadimplência no setor já alcançou o nível histórico de 2%.
Cai inadimplência do agronegócio

O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, disse ontem(25) que a inadimplência nas operações de crédito rural está caindo e já alcançou o nível histórico de 2% verificado antes da crise que o setor enfrentou entre as safras 2004/2005 e 2005/2006. “Dos R$ 70 bilhões que temos aplicados no setor, a inadimplência no final de junho deste ano foi de 2,3%, enquanto em dezembro passado era de 3,3% e, em setembro, de 3,8%. Isso representa uma clara redução da inadimplência”.
Segundo Vaz, dos R$ 70 bilhões que o banco tem aplicados no setor, apenas R$ 10 bilhões foram contratados antes de 2007, quando a agropecuária brasileira iniciou sua recuperação, ou foram prorrogados por dificuldades de pagamento por parte dos produtores. “Se pegarmos só os R$ 60 bilhões, a inadimplência era de 1,8% em no final de junho deste ano, de 2% em dezembro [2009] e de 2,2% em setembro”.
A grave crise que atingiu o setor antes de 2007 se deu, em boa parte, devido ao câmbio. Os agricultores plantaram a safra 2004/05 com alto custo atrelado ao dólar (cotado na época em R$ 3,10) enquanto a comercialização se deu com preços em baixa e câmbio desfavorável (dólar cotado em R$ 2,60). Na safra 2005/06, o problema se repetiu, com o dólar a R$ 2,50 no momento do plantio e entre R$ 2,06 e R$ 2,20 na hora da venda.
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Para reduzir cada vez mais a inadimplência, o banco está investindo em mecanismos de proteção para o produtor. Além do seguro contra problemas climáticos, o Banco do Brasil deve ampliar a atuação em operações de mercado futuro, nas quais os agricultores pagam uma taxa para garantir a comercialização da safra a um preço pré-determinado.





















