JBS cogita “fusão reversa” das unidades da empresa nos EUA, a JBS USA e a Pilgrim’s Pride. BNDES teria participação menor na empresa.
“Fusão reversa”
O presidente da JBS, Joesley Batista, disse que é “possível” a fusão reversa das unidades da empresa nos Estados Unidos, a JBS USA e a Pilgrim’s Pride, que tem ações negociadas em Bolsa.
Segundo ele, a JBS pode considerar fazer da Pilgrim’s a holding das operações nos EUA, absorvendo a JBS USA.
Se a Pilgrim’s se juntasse à JBS USA, esta passaria a ter capital aberto, o que resolveria o problema da conversão das debêntures (parte do acordo com o BNDES).
Leia também no Agrimídia:
- •Cuiabá sedia simpósio para discutir custos, inovação e sanidade na suinocultura
- •Professor da UPF conquista reconhecimento internacional no maior congresso mundial de suinocultura
- •Carne suína primária cresce no varejo britânico apesar da queda no consumo total
- •Processamento de soja no Brasil deve crescer em 2026 impulsionado pela demanda interna
Mas Batista ressaltou que isso não está em andamento, sendo por ora apenas algo sugerido por analistas.
Pelo acordo com o BNDES, que se comprometeu a investir US$ 2 bilhões na empresa por meio da subscrição de debêntures conversíveis em ações da JBS USA, o frigorífico terá que pagar US$ 300 milhões ao banco se a abertura do capital (IPO) não for feita até o fim deste ano.
O presidente da JBS disse ontem, porém, que, mesmo com a possibilidade de multa, pode ser vantajoso realizar o IPO da unidade dos EUA só em 2011, quando a companhia tiver resultados melhores que os atuais.
A agência Bloomberg afirmou em julho que a JBS estuda essa operação para impedir que o BNDES aumente a sua participação na empresa.
Também ontem, a rival Marfrig disse que teve lucro de R$ 127,4 milhões de abril a junho, 206% mais que nos três meses anteriores, quando ganhou R$ 41,7 milhões.























