Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Economia

Nordeste em expansão

Crescimento do poder aquisitivo da região permite o aumento do consumo de proteínas animais, como a de frango. Com isso, a avicultura nordestina caminha a passos largos.

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Em franca expansão, a economia da região Nordeste do Brasil cresce acima da média nacional. De acordo com a consultoria pernambucana Datamétrica, o PIB regional deve crescer 7,7% em 2010, contra 7,1% esperados pelo mercado para o País. Parte deste crescimento pode ser creditado ao aumento de renda da população nordestina, que também favoreceu a avicultura e a suinocultura da região. Para o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, o Nordeste é uma região com um excelente potencial a ser explorado. Segundo ele, além de ser a segunda região mais populosa do País, o NE destaca-se pelo desenvolvimento de pólos de grãos, a exemplo do oeste baiano, algo que contribuirá expressivamente para a implantação de novas indústrias. “No caso de frangos, Bahia e Pernambuco se destacam como grandes produtores [respectivamente 10° e 11° maiores produtores do País]. Também há pólos emergentes como o Sul do Maranhão, influenciados pelo corredor norte de exportação”, destaca Turra. “Em ovos, as granjas do Pernambuco e Ceará são lideres absolutas na produção da região, e figuram entre os 10 maiores produtores do País”.  

Para o presidente da Ubabef, nos próximos anos, vencido problemas logísticos que agora começam a ser encarados na Região, a agroindústria avícola nordestina poderá se focar não apenas na autossustentação de sua produção, como também expandir seu leque de atividades dentro do segmento exportador. 

Opinião Regional-  Para o presidente da Associação Cearense de Avicultura (Aceav), João Jorge Reis, a avicultura constitui-se em atividade de importância econômica e social para o Estado do Ceará, sendo um dos grupos de maior participação no PIB agropecuário cearense. Com o aumento de renda da população, que gerou o crescimento da demanda por carne de frango, o crescimento do setor avícola do Ceará e em toda região deve ser ainda maior. “Nossa avicultura caracteriza-se pela fixação do homem no campo, pela produção de proteína animal [frango e ovos] de alto valor nutritivo e acessível à população e pela geração de emprego e renda”, pontua Reis. “Nosso principal alcance está na região metropolitana da capital [Fortaleza] devido o seu canal de comercialização que envolve micro, pequenos e médios abatedouros com perfil de atividade econômica familiar, alcançando uma rede de mais de 1.000 pontos de abate e venda”. 

Marcelo Plácido Corrêa, presidente da Associação Baiana dos Avicultores (ABA), destaca que o crescimento da atividade avícola da região também está diretamente ligado ao aumento da produção de grãos, que reduz os custos para o avicultor, à tecnificação e profissionalização das empresas nordestinas e o aumento do consumo regional, como já citado, impulsionado pelo aumento da renda per capita. 

Corrêa  destaca, inclusive,  que o crescimento está diretamente ligado ao fortalecimento das associações de classe estaduais junto aos órgãos governamentais dos Estados e do País, além da atuação das entidades nacionais, como a ABCS. “Não podemos discuidar do fortalecimento político de nossas instituições, que precisam estar ainda mais unidas”, explica o presidente da ABA. “Temos como objetivo contruir uma nova entidade nordestina, mais forte, que congregue toda a avicultura e suinocultura regional”.

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