Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Transgênicos

Seguro para transgênico

Brasil rechaça proposta de seguro para OGMs. Medida de compensação financeira será discutida em outubro, no Japão.

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Seguro para transgênico

O governo brasileiro vai rechaçar a proposta de compensação financeira para o eventual dano causado por organismos vivos modificados (OGM), que será apresentada nas discussões internacionais sobre biodiversidade em Nagoya, Japão, em outubro. Na mesa está a aprovação de um seguro para países exportadores de transgênicos, o que elevaria os custos desse tipo de comércio.

De acordo com o Itamaraty, trata-se de uma barreira não-tarifária de commodities agrícolas. “Esse item preocupa muito o Brasil. Vai ser uma discussão complicada”, afirmou ao Valor o chefe da divisão de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Paulino Franco Carvalho.

O nó da discussão é o Artigo 10 do protocolo suplementar que será debatido durante a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP5). Criado em 2003, o protocolo conta com 160 países signatários e tem como principal objetivo regular a movimentação transfronteiriça de organismos vivos modificados – transgênicos que possam transferir ou replicar seu material genético e afetar a diversidade biológica.

O artigo torna mandatório aos signatários exigir dos “operadores” (exportadores, importadores, transportadores e desenvolvedores da tecnologia) a adoção de garantias financeiras para cobrir possíveis danos causados por esses organismos à biodiversidade. O item é defendido por países africanos e Malásia. Brasil, América Latina e Japão são contrários. A União Europeia preferiu a “discrição”, segundo negociadores.

“O artigo faz com que o Brasil fique numa posição pior que a de outros exportadores de commodities, já que EUA, Argentina, Austrália e Canadá não ratificaram o protocolo para não se comprometer”, diz Carvalho.

Embora seja impossível calcular o impacto econômico – não existem seguros para transgênicos -, a medida vai onerar não só operadores mas outros setores. “O impacto no preço de alimentos, energia e do próprio desenvolvimento de novas tecnologias pode ser imenso, o que impõe ponderar se a proposta de seguros respeita a Organização Mundial de Comércio”, diz Rodrigo Lima, gerente-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e autor de um estudo sobre a questão.

Em vez de um seguro compulsório, o Brasil vai propor em Nagoya uma menção à realização de estudos técnicos que mostrem o impacto econômico que ele traria ao comércio e a sua real eficácia. “Até que ponto o seguro seria útil em termos ambientais?”, questiona o Itamaraty, que tentará, dessa forma, empurrar o debate para a próxima reunião, em 2012.

O sucesso do protocolo suplementar, porém, é de interesse do governo federal. Ao contrários das discussões sobre mudanças climáticas, onde a culpa pelos problemas ambientais é depositada pelos países emergentes nos países ricos, a biodiversidade é um tema de interesse do Brasil. O país possui quase um quarto da biodiversidade do planeta.

“Se dizem que os alimentos transgênicos são seguros, o setor precisa assumir isso. Se há uma contaminação de lavouras convencionais, quem sai perdendo somos nós”, diz Ricardo Tatesuzi de Sousa, diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange).

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