Produtor ainda espera uma reviravolta na comercialização deste milho. “Produção em alta não significa lucro”.
Milho de inverno

Às vésperas da colheita de 97 hectares de milho, o agricultor Vicente Mignoso, de Campo Mourão, acaba de definir sua estratégia de comercialização. Ele calcula que vai atingir 6,2 mil quilos por hectare, somando 600 mil toneladas. “A única alternativa será estocar e aguardar uma reação do mercado”. Mignoso espera receber valor pelo menos 30% superior a seu desembolso. “A produção vai superar as expectativas, mas isso não significa lucro”, lamenta.
Na expectativa de melhora nos preços, a Organização das Cooperativas (Ocepar) e a Federação da Agricultura do Paraná (Faep) reivindicam que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) eleve o volume de milho a ser escoado com prêmio oficial (PEP). O limite de 40 mil toneladas para a região de Ponta Grossa a Guarapuava e o de 80 mil para o arco Sudoeste, Oeste e Norte foram mantidos para o leilão da próxima quinta-feira. Essa intervenção é insuficiente para aliviar a oferta, alega o setor produtivo.
Isso não quer dizer que os leilões não estejam fazendo efeito. “Se não houvesse nenhuma interferência do governo, o preço da saca de milho (que abriu a semana em R$ 13,40) poderia estar em R$ 10”, admite o analista técnico-econômico da Ocepar, Robson Mafioletti.
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