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Setor frigorífico bovino pode demitir 30 mil pessoas

O rebanho bovino do Mato Grosso é o maior do país e não pode ficar estagnado e colaborar com a crise.

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Redação (11/03/2009) – O senador Gilberto Goellner (DEM/MT) alertou que se medidas extremas não forem tomadas, cerca de 30 mil demissões poderão se concretizar no setor dos frigoríficos de carnes bovinas nos próximos 24 meses. "Essa é a segunda mais importante pauta de exportação de Mato Grosso, perdendo apenas para a soja". Goellner diz que é preciso a mão forte do governo Federal para socorrer o setor que é um dos mais promissores.

Reeleito vice-presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado da República, o senador Gilberto Goellner cobrou duramente uma maior participação do governo Federal no subsidio para a safra agrícola, para a pecuária e para a produção de biodiesel. "Estimo num primeiro momento que somente por causa do fechamento das plantas de frigoríficos tenhamos neste ano e no ano seguinte perto de 30 mil demissões diretas e indiretas e se não houver uma decisão de governo no sentido de reverter o quadro ele pode se agravar sensivelmente", pontuou.

Goellner lembrou que o governo Federal tem se preocupado muito com a indústria, mas não olha para aqueles que geram riquezas e divisas para o país. "Não estou aqui falando que não se deve investir na indústria e no comércio, mas sim que haja também linhas de créditos para os frigoríficos, para o setor produtivo, pois deles representam mais de 43% do resultado da Balança Comercial do Brasil (exportações x importações)".

O senador democrata Gilberto Goellner não está sozinho em suas preocupações com o setor de abate e consumo de carne bovina. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), assinalou que as demissões não podem ser analisadas apenas nos frigoríficos, pois indiretamente muitos perderão seus empregos, seja nas fazendas ou no transporte de animais. "A realidade lá no interior é outra. Muitos pecuaristas com quem converso anunciam a dispensa de funcionários com receio de que não haja dinheiro para o pagamento dos salários dos mesmos", disse Riva.

Para ele, que tem sua base eleitoral em todo Norte de Mato Grosso, mais precisamente em Juara, o rebanho bovino de Mato Grosso é o maior do país e poderá ficar encalhado, ou seja, não ser comercializado e arrefecer ainda mais a crise. "O rebanho de animais tem prazo para ser alimentado, vacinado e abatido e quando se perde este prazo os custos dos animais ficam maiores e os resultados nas vendas tendem a cair, o que representa maior prejuízo aos proprietários e consequentemente a economia estadual", apontou Riva, que também vê como nebuloso o futuro da pecuária em Mato Grosso.

Outro que não deixou passar em claro a situação da pecuária, foi o deputado federal, Homero Pereira (PR) que levou para a Tribuna da Câmara Federal a situação crítica em que vive o setor. Ele disse ser a favor de uma intervenção financeira do governo Federal para salvar o setor pecuário e socorrer os frigoríficos que passam por uma grande crise e se viram obrigados a fechar várias plantas de abate de gado, sendo 13 apenas em Mato Grosso.

De acordo com o parlamentar, o segmento está "fragilizado" porque a crise econômica mundial fez com que os países importadores reduzissem drasticamente a compra da carne brasileira. E, com o fechamento das operações de crédito, a situação ficou ainda mais grave, pois a falta de liquidez transformou a dívida dos frigoríficos com os fornecedores uma bola de neve.

Colíder – O deputado Nilson Santos (PMDB) da tribuna da Assembléia Legislativa explicou que a crise econômica provoca desespero nos municípios, citando que em Colíder (648 km de Cuiabá), dois frigoríficos e um curtume estão paralisados e a tendência é que sejam definitivamente encerrados, no caso daqueles que não ingressaram na Justiça com uma recuperação judicial (antiga falência).

"O mais triste com certeza são as demissões que na região deverá chegar a 4 mil trabalhadores diretos e indiretos, mas ainda se tem outras conseqüências, pois 8 mil cabeças de gado foram comercializadas e os pecuaristas não receberam", disse o parlamentar, assinalando que em outros municípios pólos como Sinop e Alta Floresta a história se repete e a paralisação das atividades de plantas frigoríficas já sinalizam que ocorrerão mais demissões. Mato Grosso tem hoje pouco mais de 28 milhões de cabeças de gado e é o maior criador do Brasil.

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