Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Mercado aberto para o milho transgênico

Cereal está no topo da lista de interesses de especialistas e agricultores de todo o Brasil.

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Redação (11/03/2009)- Há quase dois anos o milho geneticamente modificado (GM) está no topo da lista de interesses de especialistas e agricultores de todo o Brasil. Desde a primeira das seis liberações comerciais de variedades transgênicas do grão no País, em maio de 2007, muito se discute sobre as possíveis vantagens e desvantagens de sua adoção. Neste cenário, duas perguntas tornaram-se bastante recorrentes: a agricultura brasileira se fortalece com a chegada do milho GM? Há mercado interno e externo para esse tipo de produto?

Antes de refletirmos sobre essas questões, é necessário fazer duas considerações: 1ª) a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), entidade que represento, entende que a decisão de adotar ou não as variedades transgênicas do grão é exclusiva de cada agricultor; 2ª) o milho GM já é uma realidade do setor agrícola nacional, por desejo dos produtores. De acordo com dados da consultoria Céleres, divulgados no final de 2008, o plantio do cereal transgênico no Brasil deve chegar a 6,7% nessa safra de verão e a 19% na próxima safra de inverno – índices bastante altos se considerarmos ser o primeiro ano de plantio do grão geneticamente modificado e ainda haver uma baixa oferta de sementes.

Essa rápida e relevante adoção do grão GM responde, de certa forma, às dúvidas do setor. Hoje, quando o agricultor escolhe plantar o milho transgênico, ele entende que essas variedades trarão impactos positivos à sua agricultura semelhantes aos verificados para os milhares de produtores em tantos outros países onde foi adotado.

Uma vez proporcionada economia nos custos de produção e vantagens ao meio ambiente, o milho transgênico terá contribuído para um setor agrícola nacional mais sustentável e competitivo.

Quanto ao mercado externo, qualquer reticência sobre o potencial de exportação do grão GM não se justifica, uma vez que países importadores do cereal consomem variedades transgênicas há muitos anos. Os dois maiores exportadores de milho, Estados Unidos e Argentina, possuem as maiores áreas cultivadas no planeta com o cereal GM, o que demonstra claramente a abertura dos mercados ao produto. Juntos, esses dois países respondem atualmente por 80% das exportações do grão.

O histórico de importações da Europa também prova a ampla aceitação do milho GM em mercados estratégicos. De acordo com dados da Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a União Europeia (UE) importou 14,6 milhões de toneladas do cereal na safra 2007/2008, o que correspondeu a 16% do total das importações do grão no mundo.

Como cerca de 90% das exportações mundiais do cereal no período foram provenientes dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil, a UE certamente importou uma quantidade significativa de milho GM. Na época, o Brasil era o único entre os três países que não produzia variedades transgênicas do grão. Mesmo que o destino dos 6,4 milhões de toneladas do milho brasileiro exportado na safra 2007/2008 fosse a Europa, ainda assim o mercado europeu teria absorvido toneladas do cereal geneticamente modificado.

São muitas as evidências que levam ao entendimento de que a chegada do milho transgênico ao País revitaliza a agricultura nacional, tornando-a mais sustentável, competitiva e diversificada. E para afinar essa compreensão e traçar perspectivas para o mercado brasileiro do grão, especialistas e agricultores do Brasil e do mundo se reunirão, no próximo dia 16 de março, no I Fórum Nacional do Milho, que acontece durante a feira agrícola Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Tudo indica que esse fórum trará previsões otimistas para a cadeia do milho do País.

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