Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Novo plano de safra deve ter até R$ 100 bilhões

Para o novo plano de safra, diz, será crucial saber se as tradings elevarão novamente sua participação no financiamento aos produtores.

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Redação (26/03/2009) – Depois de receber, para combater as consequências da crise econômica, o equivalente a R$ 17,4 bilhões, por meio de medidas do governo federal, o agronegócio brasileiro poderá ter até R$ 100 bilhões no plano de safra da temporada 2009/10. A definição, prevista para maio, é aguardada com particular ansiedade pelo setor porque na safra 2008/09, marcada pela crise, assistiu-se à retração da atuação das tradings para o financiamento dos produtores.

Em relação à temporada 2008/09, o novo plano de safra será entre 20% e 25% maior, de acordo com o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto. "A estimativa é que deve ficar entre R$ 90 bilhões e R$ 100 bilhões, mas isso só deve ser decidido em maio", disse ele em fórum realizado ontem, em São Paulo, pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag).

O plano de safra do ciclo 2008/09 prevê desembolsos de R$ 78 bilhões – R$ 65 bilhões para a chamada "agricultura empresarial" e R$ 13 bilhões para a familiar. Com um crescimento entre 20% e 25%, o plano para a safra 2009/10 ficaria entre R$ 93 bilhões e R$ 97 bilhões.

O aumento dos desembolsos do Banco do Brasil, principal financiador do agronegócio no país, no próximo ciclo também deverão ficar entre 20% e 25%, segundo Guedes Pinto. Para o ciclo 2008/09, a previsão é de R$ aportes de cerca de R$ 35 bilhões. Até o atual estágio da safra, as liberações do banco chegaram a aproximadamente R$ 25 bilhões.

O executivo, ex-ministro da Agricultura, avalia que o agronegócio foi, até o momento, em comparação com outros setores da economia, um pouco menos afetado pela crise. Para o novo plano de safra, diz, será crucial saber se as tradings elevarão novamente sua participação no financiamento aos produtores. "É preciso estimular o sistema para que mais agentes participem. A concentração não é interessante para ninguém, nem para o banco do Brasil", afirmou.

Ainda que o volume de recursos previsto para o ciclo 2009/10 cresça 25%, ele ficará abaixo do requisitado por entidades do setor que já se manifestaram sobre o tema. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) elaborou documento em que pede elevação de R$ 78 bilhões para R$ 110 bilhões – além de outras medidas, como a inclusão de carnes na política de preços mínimos. A Confederação da Agricultira e Pecuária do Brasil (CNA), por sua vez, já pediu que o montante passe a R$ 150 bilhões já na safra 2009/10, praticamente o dobro do previsto para o atual ciclo.

"O governo acaba não priorizando o setor. [Os recursos previstos] não são suficientes", disse o deputado federal e vice-presidente da CNA, Homero Pereira (PR-MT). "É só ver quanto foi gasto com a agropecuária durante a crise e quanto foi o gasto total. Os frigoríficos estão em uma situação bastante frágil e as tradings saíram do mercado, o que diminui ainda mais as fontes de crédito".

De acordo com levantamento elaborado pela CNA, as medidas adotadas pelo governo para combater os reflexos da crise equivaleram a R$ 354,4 bilhões. O agronegócio ficou com R$ 17,4 bilhões desse bolo, ou 5,6% do total, segundo o estudo da entidade, que apurou as medidas tomadas desde outubro de 2008.

Entre as ações específicas para o segmento figuraram o adiantamento de R$ 5 bilhões em recursos do Tesouro para o Banco do Brasil financiar o custeio da safra e o aumento de 25% para 30% das aplicações obrigatórias ("exigibilidades") feitas pelos bancos no crédito rural, segundo a economista Rosemeire dos Santos, assessora técnica da CNA, responsável pelo levantamento.

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