Negociando diversos acordos sanitários, Brasil quer aumentar suas exportações mundiais. Tema foi apresentado na AveSui Regiões 2009.
Para conquistar o mundo
São muitas as dificuldades enfrentadas pelo Brasil quando são abertas negociações para exportação de carne suína e de frango. Cada país possui sua política interna e normas sanitárias que devem ser respeitadas pelos exportadores nacionais. Marcelo Mota, coordenador de Assuntos Sanitários Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ministrou uma palestra com este mote durante a AveSui Regiões São Paulo. O evento acontece até 29 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).
Segundo Mota, as diretrizes de negociação com os países envolvem organismos multilaterais, que regem as normas internacionais do comércio e sanidade (como a OMC e OIE) , e acordos bilaterais, que são fechados entre os países que querem firmar algum tipo de parceria comercial. “Atualmente, o Brasil está presente em muitos fóruns para divulgar seu produto, obtido através do manejo adequado, com a estrutura sanitária necessária para oferecer total qualidade e segurança aos seus compradores”, afirma. “Mas além de apresentarmos nossa forma de trabalho, precisamos conhecer as normas dos outros países para sermos capazes de fazer adequações e atingir mercados almejados”.
Os aspectos sanitários e fitossanitaríos brasileiros foram abordados durante a apresentação de Mota. Ele explicou que alguns países como Japão , Chile e Coréia do Sul têm dificuldade de aceitar o sistema de regionalização do Brasil [cada Estado possui fiscalização e status sanitários diferenciados], porém o governo tem incentivado a vinda de missões internacionais para conhecer melhor o sistema. “Nosso País tem extensão continental, por isso, a divisão por Estados facilita o controle de pragas e doenças e ajuda na qualificação e diferenciação do nosso produto”.
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O coordenador também explica que o Brasil ganha cada vez mais destaque no comércio de carnes mundial e trabalha para diversificar cada vez mais os mercados de carne suína e de aves. “Nos últimos dez anos, aumentamos nossa participação nos mercados da China, Chile, África e Oriente Médio”, disse. “Também intensificamos nosso relacionamento com os Estados Unidos , União Europeia e Mercosul, nossos principais parceiros”.
Atualmente, o Brasil enfrenta dificuldades para derrubar barreiras no México e na Malásia, de acordo com Mota. “O Mapa montou um grupo de trabalho para uma discussão bilateral com estes países, além da África do Sul e Índia”, acrescentou. “Nosso objetivo é tornar o agronegócio brasileiro reconhecido internacionalmente, com seus programas sanitários e fitossanitários”.





















