Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,37 / kg
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,61 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 140,05 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 133,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 147,46 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,19 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.375,68 / t
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Perdigão investe em codornas

Objetivo é dobrar a oferta até o fim de 2004.

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Redação AI 09/08/2002 – Única companhia brasileira que produz codornas para abate em escala industrial, a Perdigão prepara-se para dobrar a oferta até o fim de 2004. Atualmente saem da granja que a empresa mantém em Videira, no oeste catarinense, 80 toneladas mensais da ave – bicho selvagem que foi adaptado à criação para abate comercial nos últimos dez anos. Já temos um projeto aprovado para dobrar a produção nos próximos dois anos e meio. Mas o trabalho será lento e gradual, porque necessita investimentos de grande porte e uma expansão controlada, diz o diretor regional da companhia, Wlademir Paravisi.

Sobre o plano de dobrar a produção é só o que o executivo diz. Paravisi não fala em valor de investimentos, nem cita detalhes das ações que serão postas em prática para ampliar a capacidade da granja da companhia. Talvez porque a criação de codornas da Perdigão é uma espécie de segredo protegido a sete chaves. Não permitimos filmagens, nem fotografias da área de produção, observa o diretor da agroindústria.

Tanto mistério esconde da concorrência a trabalheira que o pessoal da Perdigão teve para conseguir que suas codornas pesem, em média, 640 gramas – mais do que o dobro do visto nos animais criados para colocar ovos. Nossas aves não são fábricas de ovos. Graças à alimentação – que estimula o ganho de peso e não a colocação de ovos – e à adaptação de uma linhagem especialmente importada da França, os animais estão prontos para o abate em 60 dias, explica Paravisi.

Nos dois meses entre o ovo e o abate, as codornas da Perdigão têm uma vida controlada em detalhes: a umidade e a temperatura dos galpões é mantida em níveis pré-determinados durante todo o tempo e a alimentação é balanceada. Só assim é possível mantermos, mesmo em animais criados em cativeiro, a carne com o sabor do bicho selvagem. Para garantir que nada saia do plano traçado pelos técnicos da agroindústria, as codornas ficam em uma granja da própria Perdigão – que preferiu isso a criar os animais no tradicional sistema de integração usado para frangos e outras aves.

Os cuidados da Perdigão com seus animais não são obra do acaso. Incluídas na linha Avis Rara da empresa, que têm ainda o faisão e a Chukar (espécie de perdiz originária do Paquistão), as codornas rendem até R$ 10 por quilo para a companhia. Vendemos toda nossa produção principalmente na Região Sul e no Sudeste – de Belo Horizonte para baixo. Mas também temos um desempenho expressivo em Salvador, na Bahia, onde a codorna é comum em vários restaurantes sofisticados, diz Paravisi. Em tempo: no Nordeste a codorna é conhecida como afrodisíaco. Além disso, a Perdigão começou a negociar os animais também no exterior. Já fizemos os primeiros embarques de pequenos volumes (não divulgados) para a Arábia Saudita.

Agora, como primeiro passo para aumentar as vendas no mercado interno – e garantir demanda para o dobro da produção atual -, a Perdigão, em parceria com a prefeitura de Videira, criou a 1 Festa Nacional da Codorna. O evento, que começa hoje e termina no domingo, faz parte da Videirafest, encontro que terá shows, exposições artísticas e o 4 Seminário Regional da Cultura do Milho, série de palestras que deve atender 1,5 mil produtores do oeste catarinense.

Para a Festa da Codorna, a Perdigão subsidiou animais que serão transformados em pratos servidos por 10 entidades de assistência social da região. Serão pratos bonitos, saborosos e baratos (vendidos a R$ 6), que vão surpreender os visitantes e atraí-los para o consumo dos animais, diz Paravisi.

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