A população brasileira sabe que o suíno nada tem a ver com a propagação da doença, diz Stephanes.
Gripe A não restringe consumo de carne suína no Brasil
A epidemia da gripe A(H1N1) não teve reflexos no consumo da carne suína no Brasil. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, nem mesmo a nomenclatura equivocada (gripe suína) conseguiu restringir a comercialização dos produtos suinícolas no País. “Felizmente as pessoas parecem entender que o suíno nada tem a ver com a propagação dessa gripe”, afirma Stephanes.
As declarações do ministro vão de encontro as informações divulgadas esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Trimestral do Abate do IBGE, no 1º trimestre de 2009, foram abatidas 7.322 milhões de suínos pelos estabelecimentos industriais que trabalham sob algum tipo de inspeção. Em comparação ao 1º trimestre de 2008 o aumento foi de 7,1% no abate.
As exportações brasileiras também cresceram. Segundo dados da Secex, os embarques de carne suína aumentaram 19% em volume no primeiro trimestre quando comparados ao mesmo período de 2008.
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Em reunião com suinocultores na tarde de ontem (02), em Foz do Iguaçu (PR), Stephanes revelou a estratégia do Ministério da Agricultura de realizar um almoço à base de carne suína com o presidente Lula, caso o contágio da gripe A no Brasil estivesse erroneamente associado ao consumo de produtos suinícolas. “Como vemos, não é o caso. O consumo segue normal apesar da gripe”.
Empolgados com a idéia, os suinocultores pediram ao ministro que promovesse o almoço, se não por razões educativas, para a promoção da carne suína. Stephanes ficou de levar a proposta até o presidente da República.























