Francisco Jardim é o novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Kroetz tem trabalho bem avaliado.
Jardim substitui Kroetz

O médico veterinário Francisco Jardim é o novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Há 14 anos no comando da Superintendência Federal da Agricultura em São Paulo, Jardim substitui o veterinário Inácio Kroetz por indicação do presidente do PMDB, o deputado federal Michel Temer (SP), e de parte da bancada do PTB.
Em rápida entrevista ao Valor na sexta-feira, o paulista Jardim afirmou que deve substituir alguns postos de diretoria e coordenação na secretaria. Há 38 anos no quadro do ministério, mas com pouco mais de sete meses de gestão pela frente, o novo secretário disse que “muito foi feito até aqui”, mas algumas áreas como informática e avaliação de desempenho da secretaria devem ser reforçadas.
Hoje, Jardim terá reunião com o ministro Wagner Rossi para acertar detalhes das mudanças na SDA. “Precisamos pegar algumas inteligências para reforçar a secretaria”, afirmou. Jardim era assessor especial do ministro até sexta-feira. Antes, foi cotado para assumir a secretaria-executiva do ministério da Agricultura.
Leia também no Agrimídia:
- •Brasil disponibiliza 10,1 milhões de doses de vacina contra clostridioses
- •Alta da soja em MT comprime margem da esmagadora em julho
- •Avicultura Industrial cobre o SIAVS 2026 e antecipa pauta de capa sobre mercado global
- •Na AI 1344: Automação no abate e cortes é motor de eficiência e competitividade
O ex-secretário Inácio Kroetz deixa o cargo com um trabalho bem avaliado. Indicação pessoal do ex-ministro Reinhold Stephanes, superou graves crises de confiança na segurança sanitária das carnes brasileiras com União Europeia e Rússia. Desde abril de 2007 no cargo, Kroetz envolveu-se em complexas negociações com russos e europeus para reabrir os mercados ao produto nacional.
Avaliado como centralizador, mas reconhecido pela firmeza na negociação, Kroetz aceitou a exigência da UE de fixar uma lista de fazendas habilitadas a fornecer gado para abate e exportação de carne. E não conseguiu, até sua saída, convencer os europeus a transferir a administração da lista ao Brasil.























