O ministro da Agricultura da Alemanha, Christian Schmidt, participou da cerimônia de abertura da Eurotier 2014.
Eurotier 2014: “É possível conciliar produção e bem-estar animal” diz ministro da Agricultura da Alemanha

O ministro da Agricultura da Alemanha, Christian Schmidt, participou da cerimônia de abertura da Eurotier 2014. Em seu discurso, Schmidt, enfatizou a competitividade do agronegócio alemão e afirmou que o setor está preparado para enfrentar a concorrência no mercado internacional. “Há uma enorme demanda internacional pelos produtos alemães. Um em cada quatro euros é proveniente de negócios de agricultores alemães com empresas estrangeiras, afirmou.
No evento promovido pela Sociedade Agrícola Alemã, Schmidt ressaltou que a produção agrícola alemã enfrenta alguns desafios por conta da crise econômica enfrentada pela Europa. Ele citou como exemplo momento de transição por qual passa o mercado de leite na Alemanha. “A intervenção estatal no mercado, como no caso das quotas de leite, não será mais uma solução viável e não corresponde à realidade dos mercados globais. Os próprios produtores da indústria de laticínios sabem desse fato e já se preparam para a situação de mercado após a extinção da chamada quota do leite, prevista para março de 2015”, disse. O ministro reiterou que vê a evolução atual dos preços de leite “com preocupação, mas não sem sinal de alarme”. “Precisamos unir as forças da produção e da comercialização. O Estado não pode substituir o mercado”, afirmou.
Schmidt támbém falou sobre a crescente pressão da sociedade para o aperfeiçoamento das condições de bem-estar animal. Para ele, é possível conciliar produção animal e bem-estar e clamou para que a economia, a ciência, a política e os consumidores explorem novos caminhos. “Bem-estar animal é uma questão de atitude [manejo – em alemão “manejo” e “atitude” têm a mesma palavra, “Haltung” – não só nos galpões, mas também na mente das pessoas”, afirmou. “É necessário que os princípios científicos e aplicabilidade estejam lado a lado”, completou o ministro.Para Schmidt, a iniciativa, num primeiro momento, deve se basear na própria economia. Em cenários em que o empenho da economia não leva a melhorias necessárias, Schmidt não exclui uma mudança no quadro legislativo.
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