Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Tecnologia

Hidrogel superabsorvente otimiza uso de água na agricultura

Os pesquisadores desenvolveram hidrogeis atóxicos para aplicação na agricultura. Quando secos, eles se assemelham a pequenos pedaços de plásticos cortados. Em contato com a água, aumentam de volume como se fossem esponjas.

Hidrogel superabsorvente otimiza uso de água na agricultura

Imagine colocar água nas plantas hoje, sair para viajar e ao retornar, dez dias depois, a terra continuar úmida e as plantas vivas, fertilizadas e saudáveis. Ou ainda desenvolver culturas agrícolas em solos áridos, otimizando o uso de água. E o melhor de tudo: saber que o produto que possibilita essas funcionalidades é feito com materiais naturais biodegradáveis e não agride a natureza. Pois se depender da professora Agnieszka Joanna Pawlicka Maule, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, e de seu orientando Rodrigo César Sabadini, isso vai sim se tornar realidade.

Esses pesquisadores desenvolveram hidrogeis atóxicos para aplicação na agricultura. Quando secos, eles se assemelham a pequenos pedaços de plásticos cortados. Em contato com a água, aumentam de volume como se fossem esponjas. O projeto já foi submetido a um pedido de patente.

“A ideia é, primeiro, misturar os hidrogeis secos na terrra onde está a planta e, depois, colocar água. O hidrogel absorve o excesso de água e vai liberando o líquido aos poucos, conforme a terra vai secando”, explica a professora. Também é possível produzir um hidrogel para liberação de fertilizante. “A vantagem é que essa iberação ocorre aos poucos, confome as necessidades das plantas”, diz.

Já existem produtos semelhantes no mercado, mas eles são fabricados com polímeros sintéticos. O grande diferencial dos hidrogeis desenvolvidos no IQSC é que as matérias primas são polímeros naturais biodegradáveis: a goma gelana (produzida por bactérias que vivem na raiz de uma planta aquática, mas que já é disponível por meio de culturas de laboratório) e a quitosana (obtida a partir de quitina, substância extraída da casca de crustáceos). Isso faz dos hidrogeis um produto biodegradável. “Ele também serve de nutriente para os microorganismos que estão no ar e na terra”, conta Agnieszka.

Para a professora, a grande vantagem é a otimização do uso de água, do uso de menos fertilizantes e por ser biodegradável. “O principal foco de utilização dos hidrogeis seriam as regiões áridas, mas nada impede de utilizá-los em qualquer outro local”, destaca Sabadini.

Germinação e crescimento melhor
Os pesquisadores realizaram um experimento com sementes de alface em frascos de terra. No primeiro grupo foram colocadas apenas as sementes e sem hidrogeis; no segundo, sementes com hidrogeis; e no terceiro, sementes com hidrogeis e fertilizantes. Os três tipos de amostras receberam a mesma quantidade de água apenas uma única vez. Ao final de duas semanas, os frascos contendo apenas as sementes não germinaram. As sementes com hidrogel germinaram e tiveram bom crescimento; e os com hidrogel e fertilizantes além de germinarem, tiveram um crescimento melhor ainda.

A única desvantagem em relação aos produtos já disponíveis no mercado está ligada ao custo, devido ao alto preço das matérias primas utilizadas no hidrogel biodegradável. “O sintético é muito barato”, diz Sabadini. A professora Agnieszka completa: “No Brasil ainda não há cultura nem mercado para este tipo de matéria prima, por isso ele é muito caro. Já os derivados de petróleo [do qual se originam os polímeros sintéticos] são bem mais baratos. Mas isso pode ser revertido caso as normas de proteção ambiental entrem em vigor”, aponta.

A tese de doutorado de Sabadini, Redes poliméricas de macromoléculas naturais como hidrogéis superabsorventes, teve orientação da professora Agnieszka. A defesa ocorreu em 2015, no IQSC.

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