Ministro André de Paula e Banco de Desenvolvimento de Angola debatem cooperação via BNDES para viabilizar financiamentos e o Projeto Terra Lunda
Exportação
Brasil e Angola articulam parceria financeira para expansão agrícola no país africano
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Os governos do Brasil e de Angola deram um novo passo para transformar acordos diplomáticos em investimentos produtivos no campo. Em reunião realizada nesta quarta-feira (16) em Luanda, o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula, e o presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), Leonel Felisberto da Silva, debateram o desenho da arquitetura financeira que apoiará projetos agropecuários no país africano.
A iniciativa dá sequência à assinatura do Memorando de Entendimento para Incentivo à Cooperação em Investimento Produtivo Agropecuário, firmado no dia anterior entre o governo brasileiro e o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos.
Mecanismos de Financiamento e Garantias em Discussão
| Lado Brasileiro (Incentivo e Crédito) | Lado Angolano (Garantia e Mobilização) | Projeto Piloto em Foco |
| BNDES: Análise de acesso a linhas de crédito | BDA: Estruturação de garantias locais | Projeto Terra Lunda: 20 mil hectares |
| Banco do Brasil: Recursos do Proex | Fundo Soberano de Angola: Aporte e fundo público | Localização: Província da Lunda Norte |
| ABGF: Seguro de crédito à exportação | Fundo de Garantia de Crédito (FGC): Aval financeiro | Objetivo: Produção de grãos e autossuficiência |
Projeto Terra Lunda e Viabilidade Operacional
O foco inicial da cooperação financeira é a viabilização do Projeto Terra Lunda, empreendimento-piloto voltado ao cultivo de 20 mil hectares de grãos na província da Lunda Norte, no nordeste angolano. O projeto conta com a participação de empresários brasileiros e servirá como modelo regulatório e financeiro para futuras inversões privadas no país.
A embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess, destacou que a transferência de tecnologia e know-how do setor privado brasileiro encurtará a curva de aprendizado do agro angolano, permitindo ao país africano avançar rapidamente na redução da dependência de importação de alimentos e alcançar a meta de exportar grãos nos próximos anos.
Para Leonel Felisberto da Silva, presidente do Conselho de Administração do BDA, “o BDA vai cumprir a sua parte no acordo para deixar as nossas impressões digitais na construção dessa parceria. Angola tem capacidade para reduzir a dependência da importação de alimentos e, com este acordo, vamos acelerar esse processo.”
Já para André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, “o BDA tem papel fundamental na construção da arquitetura financeira necessária para transformar a cooperação bilateral em investimentos produtivos concretos. Esperamos que a estruturação do Terra Lunda estabeleça o caminho para futuros investimentos brasileiros em Angola.”
Fonte: Mapa
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