Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Um basta na especulação – por Ricardo Santin

Em plena crise pandêmica, com perda do poder de compra da população, quem produz proteína animal se depara com altas de até 80% nos preços do milho e de 50% no farelo de soja

Um basta na especulação – por Ricardo Santin

Especular é um movimento comum. É a aposta baseada em números, projeções e fatores como o nervosismo do mercado. Porém, quando esse sentimento é impulsionado, o estrago pode ser grande. Trata-se do cenário que produtores de aves e suínos têm enfrentado. Em plena crise pandêmica, com perda do poder de compra da população, quem produz proteína animal se depara com altas de até 80% nos preços do milho e de 50% no farelo de soja. Juntos, esses insumos representam 70% dos custos de produção.

Inevitavelmente, isso impactará o consumidor: o repasse de custos elevará os preços dos produtos nas gôndolas. Olhando para fora, sofreremos uma severa perda de competitividade — justo quando os demais players estarão retomando suas atividades. Tudo isso é baseado na projeção de falta de grãos no mercado interno, fato refutado pelo Ministério da Agricultura. Conforme a pasta, há quantidade suficiente para o abastecimento, o que leva à conclusão de que especuladores com grãos em estoque estão retendo sua circulação, forçando altas artificiais.

O quadro que se agrava com a ausência de dados transparentes nas vendas para o exterior. No Brasil, não há monitoramento oficial sobre as exportações futuras — algo diferente do que acontece com os Estados Unidos, onde toda venda internacional é registrada pelo governo. É uma ferramenta de previsibilidade valiosa, dando uma visão precisa sobre o panorama de abastecimento. Buscando avançar nesse sentido, a ABPA solicitou ao governo federal que esse mecanismo seja criado por aqui.

São setores que, nas últimas duas décadas, trouxeram R$ 370 bilhões com as exportações. Segmentos que possuem impacto social: reúnem em torno de 220 frigoríficos e são responsáveis por 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos, envolvendo 100 mil famílias de pequenos e médios produtores. Estão espalhados por todo o interior, impulsionando a economia de diversos municípios gaúchos. “É um erro terrível teorizar antes de termos informação”, já afirmou o escritor Arthur Conan Doyle. Sem dados, a especulação ganha força, e o Brasil perde.

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