Quem não se capitalizou, não tem como escapar de pagar mais caro por crédito rural privado, diz Antônio da Luz, da Farsul
Com ou sem choque da Selic, poucos escapam do crédito rural a juros de mercado

Com choque (de 1,5 a 2 pontos percentuais) ou sem choque (1 pp) no aumento da taxa de juros, que será conhecida amanhã ao término da reunião do Copom, não haverá prejuízo para a busca de crédito a juros livres na seara do agronegócio.
Especialmente para a rubrica “investimento”, o dinheiro a juros controlados, do Plano Safra, não dá para todos, de modo que não será descontinuada a busca por recursos a juros mais caros, balizados pela Selic (agora em 6,25%).
Nesse cenário, se identifica uma quantidade muito grande de produtores que “apostaram em crescimento sem fortalecimento do caixa, não se capitalizaram durante o ciclo virtuoso, e vão ter que demandar crédito a juros mais altos”.
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Em linha com o dito acima por Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), o consultor de agronegócio do banco cooperativo Bancoob, Gustavo Soares, já enxerga escassez de recursos controlados, de modo que o espaço para o sistema financeiro privado ofertar mais dinheiro está garantido.
Uma característica mais notada por da Luz é que os tomadores procuram fazer um mix entre o que o mercado financeiro oferece de recursos próprios e o que repassa do crédito oficial.
O que também é notado no Bancoob (sistema Sicoob), tanto porque a demanda por crédito supera o disponível controlado, como também por certos limites por tomador durante o ano-safra.
Na instituição e em suas similares no Brasil, de julho a setembro o crédito rural representou 63,6% dos empréstimos, enquanto o recurso próprio foi de 36,4%. Na safra passada, no mesmo período, o crédito livre estava um pouco acima, 39,5%, destacou o Gustavo Soares, o executivo da instituição.





















