O artigo indica alguns parâmetros referenciais de operação para os diferentes processos de tratamento térmico, usados na fabricação de rações, com ênfase na peletização e expansão, para as rações classificadas como alto teor de amido
Impacto do tratamento térmico e dos processos subsequentes sobre os nutrientes, a microbiologia e a qualidade física da ração

O custo da alimentação tem uma importância significativa na produção animal, pois a ração representa cerca de 70% do custo do animal vivo ou do produto derivado e algo próximo a 43% do orçamento total de despesas numa integração.
Portanto, maximizar o uso da ração, melhorando o índice de eficiência produtiva através da melhora na conversão alimentar e redução da mortalidade, torna-se indispensável para a viabilidade econômica. Uma das formas de melhorar essa eficiência é através do tratamento térmico das rações.
Há aspectos que ocorrem nos processos cujas causas ainda não estão claras e elucidadas. No entanto, apesar destas incertezas, a ideia é indicar algumas orientações práticas e operacionais.
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Principais tratamentos utilizados na fabricação de rações
Termocondicionamento: é um tratamento térmico sem formatação física e consiste em aquecer a ração, em geral, via calor indireto e que tem como objetivo básico fazer a higienização da ração, ou seja, reduzir ou eliminar microrganismos. Usado mais para reprodutoras de aves e postura comercial visando manter a vantagem da granulometria alta.
Peletização: é o processo mais usado na indústria de rações, em especial para animais de exploração econômica (suínos, aves, bovinos…). Neste processo, a ração farelada é transformada em grânulos (pellets). É o processo mais conhecido e onde remanescem menos dúvidas sobre a viabilidade econômica e operacional.
Expansão: esse processo usa a variável pressão com maior intensidade e muitas vezes é usado como intensificação do condicionamento em linhas de peletização. Também é usado para tratar termicamente (expandir) produtos individuais ou em conjunto como milho, soja, trigo, farelos, etc., os quais depois são misturados com outros produtos, que não passam pelo expander, ou porque não melhoram (minerais e produtos já previamente tratados) ou porque tem grande risco de sofrer danos durante o processo térmico (aminoácidos, vitaminas, enzimas, medicamentos e outros suplementos).
Extrusão: é o processo mais complexo e que trabalha com maior intensidade as variáveis do tratamento térmico. Em função do seu custo, em geral, não é economicamente viável, a não ser para rações de Pet’s e peixes.
Confirma a matéria completa na edição 282 da revista Suinocultura Industrial





















