Com taxa de câmbio preferencial para as exportações, governo quer estimular embarques e aumentar suas reservas cambiais
Argentina deve retomar taxa de câmbio “dólar-soja”

A Argentina vai adotar mais uma vez a taxa de câmbio preferencial para as exportações de soja para tentar acelerar os embarques do grão e aumentar as reservas cambiais do país, disse à agência Reuters uma fonte do Ministério da Economia argentino nesta sexta-feira.
O país adotou o “dólar-soja” em setembro e, agora, deverá utilizá-lo até o fim do ano. Segundo a fonte, o governo estima que os embarques da oleaginosa devem render US$ 3 bilhões à Argentina.
Em setembro, a cotação do dólar-soja foi de 200 pesos para cada dólar liquidado. “O dólar-soja será retomado com uma atualização da inflação”, disse a fonte sobre a medida, que entrará em vigor na segunda-feira (28/11) e valerá até 31 de dezembro. “O acordo do governo com as empresas de grãos (empresas de exportação agrícola) tem um piso garantido e assinado de US$ 3 bilhões”, acrescentou a fonte.
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Entre os dias 5 e 30 de setembro, o dólar-soja estimulou a entrada de quase U$$ 8 bilhões no país, dos quais cerca de US$ 5 bilhões permaneceram como reservas do banco central. Nesse período, os argentinos exportaram 14 milhões de toneladas de soja, segundo a Agrinvest.
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