Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 170,55 / cx
Geral

Governo suspende Fator de Ajuste de Fruição (FAF) do setor de proteína animal do RS

Medida tem efeito retroativo com vigência a partir de 1º de julho

Compartilhar essa notícia
Governo suspende Fator de Ajuste de Fruição (FAF) do setor de proteína animal do RS

O governador Eduardo Leite suspendeu imediatamente, por meio de publicação no Diário Oficial do Estado, o Fator de Ajuste de Fruição (FAF) para todo o setor de proteína animal do Estado. Essa suspensão possui efeito retroativo a partir de 1º de julho e vigorará até 31 de dezembro de 2023.

Essa medida atende a uma das reivindicações do segmento, que inclui avicultura, suinocultura, bovinocultura e laticínios, e que alegava estar sofrendo perda de competitividade devido a essa exigência fiscal.

O Fator de Ajuste de Fruição (FAF) é um percentual gradativo aplicado sobre os créditos presumidos concedidos pelo Estado nas compras de insumos que os setores da economia gaúcha realizarem em outras unidades da federação. A empresa só terá 100% desses créditos se não comprar nenhum insumo de fora.

Os créditos presumidos são descontos em impostos, em índices variáveis, que os estados concedem às empresas no pagamento de suas contas. O intuito é estimular os setores econômicos a comprarem seus insumos dentro do próprio Estado, o que incentiva a economia interna.

A suspensão do FAF se deve às ações do Grupo de Trabalho (GT) de Proteína Animal, liderado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Desde sua instituição, em 14 de junho deste ano, o GT tem trabalhado constantemente junto a Casa Civil, secretarias da Fazenda, da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e de Desenvolvimento Rural, Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha e deputados estaduais para atender às demandas do setor.

O governador Eduardo Leite, que também se reuniu com o setor e delegou a criação do GT à Sedec, destacou que o resultado se deve ao trabalho conjunto das secretarias envolvidas, bem como dos deputados da Assembleia Legislativa, que encaminharam esse pleito por meio da Frente Parlamentar da Agropecuária e da Comissão da Agricultura. “Este é um governo que trabalha em sinergia com os demais poderes públicos em prol de um objetivo comum, que, no caso desse GT, é promover a qualificação do ambiente de negócios para o setor de proteína animal, segmento essencial para o Estado”, afirmou. 

O vice-governador Gabriel Souza, que no início do ano se reuniu com representantes dos setores de leite, carne bovina, suínos e aves para tratar do tema, reforçou que a suspensão do FAF garantirá mais competitividade. “Esse é um resultado positivo e prático oriundo de meses de estudos e debates do GT. Sabemos a importância do segmento para o Rio Grande do Sul, não apenas do ponto de vista econômico, mas também social. São mais de 900 mil empregos gerados direta e indiretamente pelo setor de proteína animal”, disse Gabriel.

O titular da Sedec, Ernani Polo, coordenador e articulador do GT de Proteína Animal, afirmou que a medida demonstra que o governo escuta os empreendedores e analisa meios para atender, de forma segura e estável, às suas reivindicações. “Foi um trabalho em conjunto, que ponderou muito antes de tomar essa decisão, mas que entendeu ser adequada diante da necessidade de recuperação, devolvendo competitividade a todas as cadeias de proteína animal”, destacou. 

O secretário da Casa Civil, Artur Lemos, realçou que esse é o reflexo de um governo engajado e interessado em resolver as questões que interferem no avanço econômico. “Essa medida vai aliviar o cenário atual, permitindo a retomada dos negócios”, avaliou. 

De acordo com o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, a medida de caráter provisório e efeito imediato atende ao pleito do setor da proteína animal. “Desde o princípio, estivemos abertos ao diálogo e atentos às questões levantadas pela avicultura, suinocultura, bovinocultura e laticínios. Após uma série de reuniões e sensíveis à crise enfrentada pelo segmento, suspendemos o FAF do setor.”  

O titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Giovani Feltes, entende que essa é uma medida positiva. “A iniciativa atende ao pedido do setor na construção de ações que auxiliam no fortalecimento da cadeia produtiva gaúcha”, reforçou. O secretário de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini, acredita que esse efeito suspensivo vai dar mais fôlego ao setor de proteína animal, permitindo que possam se reorganizar internamente. 

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa), Rogério Kerber, reiterou que a reivindicação do setor decorre do momento atual de grandes desafios. “É uma situação singular do Estado, que enfrentou três anos consecutivos de estiagem, e dos altos custos que as cadeias experimentaram durante esse período de elevação de preços de combustíveis, embalagens e fretes”, ponderou. 

Kerber salientou, ainda, a queda do poder aquisitivo da população, o que deprimiu os preços finais. No entanto, reconheceu o mérito da ação. “O governo foi sensível e teve a percepção real da necessidade de auxiliar as atividades em um momento de dificuldade. A suspensão do FAF representa a redução da carga tributária para o setor nesse período. Com isso, devolve uma condição de competitividade perante os outros estados”, ressaltou.

Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,23
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 121,22
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 128,21
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,21
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,69
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,51
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,74
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 178,33
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 186,47
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 201,13
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 210,75
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,74
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 195,04
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,06
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,10
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.203,09
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.085,53
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 201,03
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 178,26
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,13
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 170,55
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341