Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
POLÍTICA

Vetos de Lula ao Marco Temporal deverão ser derrubados no Congresso

Avaliação do Congresso sobre vetos do presidente Lula ao Marco Temporal deverá entrar em pauta na próxima quinta-feira (14/12)

Compartilhar essa notícia
Vetos de Lula ao Marco Temporal deverão ser derrubados no Congresso

Integrantes do governo e da oposição estão se movimentando a favor e contra os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Marco Temporal. O Supremo Tribunal Federal (STF) reprovou a matéria, enquanto o Congresso a aprovou e o presidente a vetou parcialmente durante a sanção, no final de outubro. O Congresso tentou discutir os vetos de Lula mais de uma vez, mas em todas as ocasiões o assunto foi adiado. A expectativa é que nesta quinta-feira (14/12) o tema seja retomado no plenário.

Em meio à tensão, tanto lideranças governistas quanto opositores a Lula afirmaram que não cederão sobre o tema. Ao sancionar a lei, o presidente removeu completamente a tese do Marco Temporal, que restringia a demarcação de terras indígenas a povos que comprovassem ocupação do território em 1988, na promulgação da Constituição. O STF decidiu que esse princípio não está na Constituição, posição compartilhada por lideranças indígenas.

A retirada da tese irritou os congressistas conservadores, especialmente os ligados ao agronegócio, que desde a sanção trabalham para reverter o texto ao aprovado por eles. Analistas indicam que é provável que todos os vetos sejam anulados pelos parlamentares. Melillo Dinis, advogado e analista político, afirma que o governo de Lula não trata mais o Marco Temporal como prioridade, enquanto a oposição tem quase certeza da derrubada dos vetos. Dinis observa que o governo reconhece sua falta de força política nesse campo e deixa a questão para o Legislativo e Judiciário resolverem.

Fontes da oposição confirmam a confiança em reverter o entendimento do presidente. André Pereira César, cientista político, destaca que, se a anulação dos vetos ocorrer, será uma derrota simbólica para Lula, evidenciando a fragilidade do governo em relação ao Congresso.

As bancadas ruralista, da bala e da Bíblia, que têm forte ligação com o bolsonarismo, são apontadas como tendo uma articulação robusta para derrubar os vetos e enviar um recado. O objetivo dos parlamentares é provocar uma nova análise do STF, não para favorecer a tese descartada, mas para atrasar demarcações de terras indígenas em andamento.

Dinis destaca que o Marco Temporal representa uma derrota para toda a sociedade e demonstra que os representantes no Congresso ignoram a ciência, desconsideram a crise climática e desrespeitam as decisões do Supremo. César ressalta a instabilidade do debate e a necessidade de os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário se reunirem para avançar em alguns debates.

Enquanto o governo parece ter abandonado o Marco Temporal, membros da área econômica estão organizados para manter o veto total de Lula à desoneração da folha de pagamento. O ministro Alexandre Padilha afirma que a prioridade é defender o entendimento do presidente sobre o tema, buscando negociações com os setores econômicos.

César destaca que a gestão petista priorizou a questão financeira, buscando projetos para aumentar a arrecadação, como taxar os super-ricos e as apostas esportivas, visando alcançar o déficit zero a partir do próximo ano.

Uma declaração de Lula durante a COP28 em Dubai acirrou os ânimos, comparando a situação a uma raposa cuidando de um galinheiro. Isso gerou críticas, com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) acusando o presidente de sinalizar para a criminalização da produção rural no Brasil. Apesar da negação do ministro Padilha, o desgaste já ocorreu, refletindo a falta de aliados e o perfil conservador do Congresso eleito no ano passado.

Assuntos Relacionados
agronegócioboletimSIPolítica
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344