MERCOSUL-UE: Manutenção do ambiente institucional e livre comércio depende do diálogo

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) considera que o acordo Mercosul-UE tem importância estratégica para a segurança alimentar europeia e para todas as cadeias que envolvem o agronegócio brasileiro e seus parceiros do Mercosul.
Essa relevância crescerá ainda mais com o decorrer do tempo, em função das vantagens competitivas desses parceiros associadas aos problemas e limites no cenário geopolítico global.
A entidade espera pelo fortalecimento do Mercosul como potência energética, alimentar e ambiental, o que aumentará a capacidade do bloco em promover o desenvolvimento sustentável e o atendimento a demandas socioambientais e econômicas recorrentes.
Leia também no Agrimídia:
- •Brasil e China avançam em protocolo para miúdos suínos e ampliam cooperação agropecuária
- •Avicultura de corte cresce, mas perde eficiência e mantém rentabilidade negativa
- •Suinocultura do RS tem potencial para ampliar biogás e reduzir até 255 mil toneladas de CO₂
- •Estado aposta em incentivos e sanidade para ampliar competitividade da avicultura em MS
Esse movimento, que já é uma realidade no cenário do agronegócio brasileiro, ganhará impulso com a necessidade da UE de estabelecer parcerias com cadeias produtivas cada vez mais descarbonizadas e sustentáveis, uma condição essencial para atingir as metas de redução de suas emissões.
É oportuno destacar o quanto o agro brasileiro tem avançado no desenvolvimento sustentável, ou seja, produtividade responsável e eficiente atrelada à boas práticas de sustentabilidade. Hoje, as áreas de preservação da vegetação nativa pelo agronegócio representam algo em torno de 33% do território brasileiro. São mais de 282 milhões de hectares conservados dentro das propriedades rurais. Esta conservação ocorre principalmente em função dos biomas, conforme exigências do Código Florestal Brasileiro, uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.
Enquanto os governos dos países envolvidos estão em negociação para aperfeiçoar um importante acordo comercial internacional, que em função do relevante papel do Brasil nas exportações de produtos do agro e da necessidade de acesso dos consumidores europeus a alimentos de qualidade, qualquer tipo de manifestação negativa e infundada acerca do Acordo tende apenas a comprometer o ambiente institucional, o diálogo e o livre comércio, sem nenhum resultado prático.























