Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
Destaque Todas Páginas
Mercado de trabalho no agro

Jornada de 40 horas entra em debate e preocupa o agro

Proposta de 40 horas com transição de um ano pode elevar custos e exigir reorganização da mão de obra no campo

Compartilhar essa notícia
Jornada de 40 horas entra em debate e preocupa o agro

A proposta em discussão na Câmara dos Deputados para reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas deve incluir um período de transição de um ano, com implementação gradual e առանց redução salarial. A mudança também prevê o fim da escala 6×1, considerada um dos principais pontos do texto.

Pelo modelo em análise, a redução ocorreria em duas etapas: duas horas a menos cerca de 60 dias após a promulgação da proposta e outras duas horas ao final de 12 meses, completando a nova carga horária semanal.

No entanto, quando o debate é levado para o agronegócio, os impactos ganham contornos mais complexos. Diferentemente de setores urbanos, o agro depende de ciclos biológicos, climáticos e operacionais contínuos — como plantio, colheita, manejo de animais e funcionamento de agroindústrias — o que limita a flexibilidade na reorganização das jornadas.

Com isso, a redução da carga horária pode exigir aumento na contratação de mão de obra, reestruturação de turnos e elevação dos custos operacionais em diversas cadeias produtivas, como proteína animal, etanol, armazenagem e logística rural.

Estudos do setor indicam que o impacto pode ser significativo: há estimativas de aumento relevante nos custos de produção e até necessidade de milhares de novas contratações para manter o nível atual de atividade. Além disso, como grande parte das atividades rurais exige operação contínua, a redução da jornada tende a elevar o custo por hora trabalhada sem ganho proporcional de produtividade.

Outro ponto de atenção é que o agro reúne uma grande parcela de trabalhadores que seriam diretamente afetados pelas novas regras, o que exigirá adaptação rápida das propriedades e empresas rurais. Entidades do setor defendem que a transição seja feita com cautela e diálogo, para evitar impactos negativos na competitividade, nos preços dos alimentos e na geração de empregos.

Assim, embora a proposta avance com apoio político e social, seus efeitos no agronegócio ainda dependem da regulamentação final e de possíveis ajustes que considerem as particularidades da produção no campo.

Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura (SNA)/Câmara dos Deputados

Assuntos Relacionados boletimAI
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329