Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Despesa menor

Com a queda da Selic, Brasil tem o menor gasto com juros desde 2001. Número corresponde a 5,11% do PIB.

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O efeito da queda da taxa básica de juros, a Selic, no gasto do governo com juros começa a ficar mais evidente. Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que essa despesa paga aos credores da dívida pública somou R$ 150,93 bilhões no acumulado de 12 meses até julho. O gasto, que corresponde a 5,11% do Produto Interno Bruto (PIB), é o mais baixo da série histórica iniciada em 2001. Mesmo assim, isso não evitou a piora dos resultados fiscais.

Ao anunciar os dados, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, comemorou a redução da despesa e reafirmou a aposta de que o gasto deve cair ainda mais nos próximos meses. “A flexibilização da política monetária ainda não se refletiu completamente nessa despesa”, afirmou.

Atualmente, o juro básico da economia está em 8,75% ao ano, no mais baixo patamar da história brasileira. A queda, no entanto, demora a aparecer no gasto com juros porque a dívida é corrigida conforme a Selic passada. Por isso, o juro acumulado nos 12 meses até julho é superior ao patamar da taxa corrente, de 12,1%. “Com esses números, é possível imaginar o efeito ainda maior sobre o juro de quando a Selic acumulada chegar aos 8,75%”, afirmou Altamir.

O economista da Tendências Consultoria Felipe Salto avalia que o afrouxamento da política monetária tem ajudado a evitar uma deterioração mais acentuada das contas públicas, mesmo em um cenário de superávit primário menor. Segundo ele, a queda nos juros favorece as contas públicas, mas não pode ser usada como argumento para se gastar mais. “O espaço que tinha já foi utilizado pelo governo”, afirmou Salto.

O gasto menor com juros amenizou parcialmente as contas do governo, que têm sofrido com a queda da arrecadação de impostos. Mesmo assim, o resultado nominal – que leva em conta o pagamento de juros – terminou o período de 12 meses com falta de caixa de R$ 98,84 bilhões, o chamado déficit nominal. O valor equivale a 3,35% do PIB, o pior resultado desde dezembro de 2006.

Como o esforço fiscal foi insuficiente para pagar toda a despesa com juros e houve valorização de 4% do real ante o dólar (fato que diminui o valor dos ativos do governo, como as reservas internacionais), a dívida líquida do setor público cresceu mais uma vez. Em julho, o endividamento correspondia a 44,1% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 43,2% no mês anterior. O indicador da dívida está no maior patamar desde outubro de 2007.
 

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