Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Problemas na Argentina

Produtores pretendem realizar protestos contra a falta de estímulo à pecuária e à agricultura. Proposta será enviada à presidência.

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Após quatro horas de reunião, os líderes rurais argentinos receberam do ministro de Agricultura, Julian Domínguez, a promessa de encaminhar as propostas do setor à presidente Cristina Kirchner. O documento contém 11 pontos. Do encontro, realizado na quarta-feira à noite, não saiu resultado concreto para desarmar as articulações dos produtores do interior do País que pretendem realizar protestos contra a falta de estímulo à pecuária e à agricultura. No entanto, os representantes dos produtores consideram o clima de diálogo positivo e não descartam uma nova rodada de conversas com o governo.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, Domínguez apresentou um pacote de medidas para garantir o nível de produção pecuária. O ministro também disse aos ruralistas que é importante trabalhar em conjunto “para dar um salto qualitativo nos níveis de produção”. A assessoria detalhou que, entre as medidas oficiais, destaca-se a entrega de subsídios aos donos de feedlots (currais para engordar gado) dedicados a novilhos de mais de 430 quilos. Atualmente, todos os feedlots recebem subsídios do governo.

O plano prevê ainda elevar, a partir de fevereiro de 2011, o peso mínimo para o abate, dos atuais 260 quilos para 320 quilos. Mas a aplicação dessa medida está condicionada às condições climáticas, já que uma estiagem prolongada, como tem ocorrido em anos recentes, reduz a disponibilidade de alimentos para engordar o gado. Alcançados os 320 quilos, a decisão oficial é de continuar, a cada dois meses, somando 10 quilos ao peso mínimo obrigatório para o abate.

Segundo o ministro, com o plano, ao final de 2011, a oferta de carne terá aumentado significativamente. Ao mesmo tempo, Dominguez garantiu que o governo vai manter abertas as exportações de carne da cota Hilton e dos acordos bilaterais, além de alguns cortes congelados e carnes termoprocessadas. Os líderes rurais pediram tempo para analisar o limite de peso para o abate e apresentaram suas próprias sugestões para resolver o problema da escassez de carne bovina.

O documento contém 11 pontos e trata também de problemas relacionados aos produtores de trigo e milho. No que diz respeito à carne, os produtores sugerem a redução temporária do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para os consumidores de cortes populares.

A redução seria dos atuais 21% para 10,5% para o consumidor, e os açougueiros compensariam esse desconto por meio do pagamento de imposto de renda. As entidades rurais afirmam que o aumento de mais de 40% no preço da carne neste ano é provocado pelos açougues e frigoríficos – o produtor continua com o preço congelado. Ainda nesse item, os produtores sugerem várias mudanças na cobrança de impostos.

Outro ponto do documento sugere ao governo redirecionar os subsídios e devoluções de impostos ao consumo da população de baixa renda. Para as entidades, o governo não discrimina a concessão destes benefícios, que acabam sendo desfrutados pelas classes médias e altas. O texto também afirma que o governo deveria incentivar o consumo de carnes alternativas (frango, suínos e peixes).

Os produtores sugerem ainda que o governo promova a recuperação da criação de gado; a liberação das exportações de fêmeas em idade avançada, que não servem para reprodução; a concessão de créditos com taxas subsidiadas, com três anos de carência para a recomposição da população bovina e aplicação de tecnologia na implantação de pastos, fertilizantes etc.

Os demais pontos do documento são dedicados às exportações de carne, como a liberação de todas as vendas externas para estimular o aumento da produção e recuperar a credibilidade nos mercados internacionais.

Sobre a comercialização do trigo e do milho, o governo e os produtores apresentaram divergências relacionadas aos números e se comprometeram voltar a discutir o assunto.

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