Artigo da Profa. Masaio Mizuno Ishizuka (FMVZ-USP) aponta que a constância nas rotinas diárias supera intervenções emergenciais na biosseguridade de granjas
Sanidade
Disciplina sanitária diária é chave para conter riscos na suinocultura
Compartilhar essa notícia

A estabilidade sanitária na suinocultura intensiva não depende apenas de tecnologias avançadas ou de respostas emergenciais a surtos, mas sobretudo da aplicação rigorosa e ininterrupta de rotinas diárias. Em artigo técnico assinado pela Professora Titular Emérita da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP), Masaio Mizuno Ishizuka, a especialista alerta que as maiores perdas no setor derivam do relaxamento progressivo de processos simples de biosseguridade, os chamados “riscos silenciosos”.
Mapeamento dos Riscos Silenciosos e a Resposta Preventiva no Manejo
| Risco Silencioso na Granja | Origem da Falha Operacional | Solução Baseada na Disciplina Diária |
| Quebra de fluxo sanitário | Trânsito inadequado de pessoas e materiais | Padronização estrita de acessos e barreiras físicas. |
| Persistência de patógenos | Sanitização e desinfecção superficiais | Execução e checagem contínua da limpeza das instalações. |
| Subdiagnóstico de doenças | Observação diária negligenciada | Inspeção diária atenta do comportamento e consumo animal. |
| Uso excessivo de fármacos | Respostas corretivas tardias | Identificação precoce de desvios e prevenção integrada. |
Destaques e Efeitos na Produtividade
- Eixo operacional da biosseguridade: A autora enfatiza que protocolos teóricos não protegem o plantel se não forem incorporados à rotina pela equipe do campo. A repetição sistemática das práticas de higiene cria uma barreira eficaz contra a disseminação de patógenos.
- Detecção precoce de anomalias: A observação contínua permite corrigir variações no ambiente, no consumo de ração ou na atitude dos suínos antes que se convertam em episódios clínicos graves.
- Sustentabilidade e redução de custos: A constância sanitária melhora os índices zootécnicos e diminui a dependência de tratamentos medicamentosos, transformando a rotina de um custo operacional para um investimento estratégico.
De acordo com o artigo da profa. Dra. Masaio Mizuno Ishizuka (FMVZ-USP), “grande parte dos problemas sanitários não surge de eventos súbitos, mas do acúmulo progressivo de pequenas falhas rotineiras no manejo e na biosseguridade. A rotina sanitária diária, quando executada com disciplina e consciência técnica, constitui um dos instrumentos de prevenção mais eficazes da suinocultura moderna.”
Da Redação























