Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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É preciso conter o esvaziamento – Por Joel Naegele

Pequenos municípios sofrem com transferência de repartições públicas. Estes locais podem auxiliar na execução de reivindicações do setor agropecuário.

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É preciso conter o esvaziamento – Por Joel NaegeleJá faz tempo que nossos pequenos municípios vêm sofrendo, de maneira acintosa e covarde, um processo de esvaziamento, com a transferência de repartições públicas [locais que podem auxiliar na execução de reivindicações do setor agropecuário] – e não importa qual esfera de atuação, seja do governo federal ou estadual.

Ao longo de muitos anos, viemos perdendo espaços, substância e força. Isso porque as autoridades entendem que, para garantir e badalar seu prestígio, os órgãos dominantes precisam fixar bases em cidades maiores.

Mas, na realidade, o que mais preocupa é a falta de uma diretriz para impedir que se subtraia dos municípios menores a possibilidade de ter, em suas sedes, repartições importantes.  É preciso evitar que as pessoas, quando necessitam se dirigir a quem possui poder de decisão, tenham de se locomover, muitas vezes gastando o que não podem, para a satisfação do ego do tecnocrata de plantão.

O presente comentário tem a ver com a notícia de que a Junta do Trabalho de Cordeiro (RJ), que, em sua titularidade, conta com a figura marcante e competente do juiz Derly Mauro Cavalcante da Silva, deverá ser fechada, e seus serviços transferidos para Nova Friburgo – cidade que, pouco a pouco, vai nos tirando essas repartições e levando-as para seus domínios.

Claro que não estou querendo dizer que as autoridades municipais daquela bela e importante cidade queiram nos prejudicar. Quem quer diminuir nosso “status” são os que detém o poder de abrir e fechar repartições.

Cordeiro e os municípios à sua volta devem se unir em defesa da permanência dessa repartição, tendo em vista os problemas que a cessação de suas atividades na região vai acarretar em matéria de dificuldades e prejuízos para os moradores. As Câmaras Municipais e os Prefeitos deveriam iniciar imediatamente um movimento político para evitar mais um dano que nos é imposto.

Alguns anos atrás, quando presidia a Associação Comercial de Cantagalo (RJ), soube através de um amigo que trabalhava no setor, que se pretendia transferir para Friburgo a Promotoria de Assuntos Difusos. Imediatamente, manifestei minha reação, em nome da entidade, encaminhando um e-mail ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado, utilizando os argumentos com que iniciei esse artigo, ou seja, protestando contra o absurdo que se cometia com o interior. E a Promotoria se manteve.

De outra feita, o mesmo se deu com a diminuição da importância da repartição fiscal de Cantagalo, que também servia à região, e que de repente perdeu a condição de fazer autorizações para emissões de notas fiscais – o que iria obrigar os próprios empresários, ou seus contadores, a se deslocarem até Friburgo, arcando com os gastos e incômodos que tal fato acarreta, apenas para pegar uma assinatura. Também apresentei meus protestos, por e-mail, em nome da Associação Comercial, me dirigindo ao então Secretário estadual de Fazenda, Joaquim Levy, e imediatamente o problema foi solucionado.

Nós precisamos aprender a reagir. Não adianta esperar que o fato aconteça e se torne irreversível. A hora é agora.  

*Joel Naegele é Vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Conselheiro da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Membro da Câmara Setorial de Agro-negócio da Alerj e Diretor da Associação Comercial de Cantagalo

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