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Os heróis de nossa economia – por Antonio Alvarenga

Artigo defende maior consideração e respeito aos produtores rurais – verdadeiros heróis da economia nacional. “Eles merecem o reconhecimento de todos nós brasileiros”.

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Os heróis de nossa economia – por Antonio Alvarenga

Os heróis de nossa economia – por Antonio AlvarengaÉ evidente a falta de sintonia entre nossa população urbana e o setor agropecuário. Desde o descobrimento do Brasil, quando Pero Vaz de Caminha afirmou que aqui a terra era boa e nela tudo poderia ser produzido, que se iniciou a construção de uma imagem distorcida de nosso agronegócio.

Ao longo da história, os produtores rurais foram chamados de senhores do engenho, barões do café, gigolôs de vacas, caloteiros, grileiros, latifundiários improdutivos, e mais recentemente, desmatadores.

O agricultor é identificado como caipira, inculto e desinformado. Para muitos habitantes dos grandes centros urbanos, o empresário rural maltrata seus funcionários, e é acusado de utilizar-se de trabalho escravo.

Quando a inflação fica acima das previsões, colocam a culpa em algum produto de origem agropecuária. Assim foi a “inflação do chuchu”, do ministro Simonsen. No desastrado plano cruzado, o presidente Sarney mandou a polícia federal confiscar bois no pasto, acusando os pecuaristas de especular com o preço da carne.

Afinal, quando será que todos brasileiros entenderão a importância do produtor rural para o país?

Quando haverá real reconhecimento àqueles que, superando as mais diversas dificuldades, levaram o desenvolvimento para o interior de nosso Brasil, de dimensões continentais?

Como reverter a imagem negativa de um setor que, na verdade, é moderno, eficiente e competitivo? Modificar conceitos culturalmente arraigados é tarefa complicada, que exige tempo e determinação.

É preciso persistir. Mostrar e repetir incansavelmente que o agronegócio responde por 29% do PIB, 37% dos empregos e 44% de nossas exportações.

Todos precisam saber que praticamos uma agricultura sustentável, preservando mais de 2/3 de nosso território, e que o encargo dessa preservação é suportado exclusivamente pelos produtores, fato que não acontece em qualquer outro lugar do planeta.

Nossa agropecuária fornece alimentos, produz energia renovável, algodão, celulose e madeira para abastecer o mercado interno e gerar excedentes exportáveis. Nos últimos 12 meses, as exportações do agronegócio atingiram US$ 97 bilhões, com superávit de US$ 80 bilhões. Foi esse superávit que suportou o déficit de US$ 52 bilhões dos demais setores da economia e permitiu a geração de um saldo final de US$ 27 bilhões em nossa balança comercial.

É difícil imaginar o que seria de nossa economia se não fosse esse vigoroso desempenho do agronegócio.

É importante que todos os brasileiros saibam que a vida do produtor rural não é fácil. Além das incertezas econômicas inerentes ao complexo ambiente de negócios no qual está inserido, o produtor precisa estar atento às flutuações, à volatilidade dos preços no mercado internacional, ao câmbio, à oferta de crédito e aos problemas de nossa deficiente infraestrutura.

Além disso, está sujeito a riscos climáticos, doenças das plantas e dos animais. Em resumo, a rentabilidade é reduzida e o risco é grande.

Enfrentando todas essas adversidades com determinação, os produtores brasileiros transformaram nosso agronegócio em um retumbante sucesso global.

Seria razoável, portanto, que dedicássemos maior consideração e respeito aos produtores rurais – verdadeiros heróis de nossa economia. Eles merecem o reconhecimento de todos nós brasileiros.

Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA)

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