Saiba como a BRF conseguiu lucrar R$ 735 milhões em meio a desafios da Influenza Aviária, mostrando resiliência empresarial
BRF reporta lucro e resiliência em meio a desafios da Influenza Aviária

A BRF, maior exportadora de frango do mundo, anunciou um lucro de R$ 735 milhões (US$ 136 milhões) no segundo trimestre de 2025. O resultado foi alcançado apesar das interrupções causadas por um surto de gripe aviária em maio que levou a proibições comerciais. A empresa, que também processa carne suína e produtos alimentícios preparados, reportou um EBITDA (lucro operacional) de R$ 2,5 bilhões, em linha com as projeções de analistas. As vendas totalizaram R$ 15,36 bilhões, um aumento anual de 2,9%.
Executivos da BRF informaram que, enquanto as exportações brasileiras de aves caíram 15% no trimestre, as da própria empresa caíram apenas 5%, o que demonstra sua capacidade de resistir ao cenário adverso. A BRF redirecionou parte de sua produção de frango para o mercado interno e encontrou destinos alternativos para alguns cortes após os embargos.
O mercado doméstico da BRF viu um aumento de 6% no volume de vendas, impulsionado por alimentos processados, que atingiram um recorde para o segundo trimestre. O EBITDA no Brasil foi de R$ 1,3 bilhão, com uma margem de 16,4%. No mercado internacional, a empresa manteve “níveis de preços competitivos”, registrando um EBITDA ajustado de R$ 1,2 bilhão e uma margem de 17,3%.
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No segundo trimestre, a BRF obteve 11 novas autorizações de exportação, com destaque para mercados como Argentina e Canadá. A empresa reportou o melhor semestre de sua história, com um EBITDA de R$ 5,3 bilhões e lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no período entre janeiro e junho.























