Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,52 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,43 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 157,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.462,05 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,39 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Acordo UE-Mercosul

Acordo UE-Mercosul: ABPA celebra novas cotas para frango e abertura histórica no suíno

O Acordo UE-Mercosul favorece o Brasil. ABPA celebra a criação de novas cotas para frango e avanços na suinocultura.

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Guerra no Oriente Médio pode elevar preços de frango, suínos e ovos no Brasil

Após um fim de semana de intensa articulação diplomática que superou as ameaças de veto da França, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmou e celebrou a concretização do Acordo Mercosul-União Europeia. O tratado traz ganhos tangíveis e imediatos para a previsibilidade comercial do agronegócio brasileiro, criando novos corredores de exportação isentos ou com tarifas reduzidas.

Para o setor de aves, o acordo é um “plus”: ele não mexe nas cotas bilaterais já existentes. A grande novidade é a criação de um contingente adicional de 180 mil toneladas anuais (50% com osso, 50% sem osso) isentas de tarifa para o bloco Mercosul. O volume será implementado gradualmente ao longo de seis anos.

Para a suinocultura, o acordo é histórico. Pela primeira vez, cria-se uma cota específica de 25 mil toneladas anuais para o Mercosul entrar na Europa com tarifa preferencial de apenas € 83/tonelada (muito abaixo da taxa normal). A ABPA ressalta, porém, que o Brasil precisará agilizar os trâmites sanitários e a aprovação do Certificado Sanitário Internacional para acessar essa cota. O setor de ovos também foi contemplado com 6 mil toneladas anuais (3 mil para processados e 3 mil para albuminas), focando em produtos de alto valor agregado.

A entidade alerta que, como as cotas são do bloco Mercosul, e não exclusivas do Brasil, haverá agora uma negociação interna com Argentina, Paraguai e Uruguai para definir a fatia de cada um.

Por fim, a entidade faz um alerta estratégico sobre as “cláusulas de salvaguarda”. Diante da forte pressão protecionista enfrentada durante as negociações (especialmente da ala agrícola francesa), a ABPA enfatiza que esses mecanismos de proteção comercial devem ser aplicados de forma “estritamente técnica e excepcional”, evitando que se tornem barreiras políticas disfarçadas no futuro.

A concretização do acordo, neste momento, envia uma mensagem geopolítica clara: a Europa, pressionada por crises sanitárias internas (como os surtos recentes de Newcastle e Aujeszky) e inflação de alimentos, reconhece que precisa diversificar seus fornecedores, validando o Brasil como um parceiro indispensável para a sua segurança alimentar a longo prazo.

Referência: ABPA

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