Embarques caíram 26,3% nos primeiros cinco meses de 2026, pressionados por protecionismo chinês e logística adversa
Internacional
Exportação de carne de frango da Rússia cai 26,3% no 1º semestre de 2026
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Após anos de expansão contínua, as exportações de carne de frango da Rússia registraram uma retração de 26,3% nos primeiros cinco meses de 2026, totalizando 140 mil toneladas. O recuo no envio de proteína para mercados estratégicos como a China e o Cazaquistão coloca em xeque o plano governamental do país de alcançar 700 mil toneladas exportadas (US$ 1,5 bilhão) até 2030.
Desempenho das Exportações de Aves da Rússia (Jan–Maio 2026)
| Destino / Indicador | Volume (Jan–Maio 2026) | Variação Anual (%) | Principais Fatores do Desempenho |
| China | 37.000 toneladas | -47,1% (de 70k t) | Exigências sanitárias mais rígidas e maior produção doméstica chinesa. |
| Países Distantes (Geral) | 100.000 toneladas | -28,6% | Desafios logísticos, cenário político e custos operacionais elevados. |
| União Econômica Euroasiática | 40.000 toneladas | -14,9% | Avanço do programa de substituição de importações no Cazaquistão. |
| Mercados Africanos (Gana/Benin) | Crescimento expressivo | Positivo | Alta sensibilidade a preço e menor valor agregado por tonelada. |
| Volume Total Exportado | 140.000 toneladas | -26,3% | Retração generalizada nos principais compradores globais. |
Destaques e Gargalos do Setor
- Barreiras na China: O mercado chinês representou a maior parcela da perda de volume. Pequena suspensão e descredenciamento periódico de plantas russas foram aplicados para proteger a produção local de aves, afetando também competidores globais como o Brasil.
- Substituição de importações no Cazaquistão: O país vizinho avança com um plano para implantar 210 mil toneladas de capacidade produtiva própria por ano, reduzindo a dependência da carne russa.
- Vendas de menor valor agregado na África: Embora países como Gana e Benin tenham aumentado as compras, a menor margem financeira desses mercados não compensa a perda de volume na Ásia.
De acordo com Konstantin Korneev, diretor da consultoria agrícola Rinkon Management, “a China retira e restabelece credenciamentos de fornecedores de carne periodicamente para resguardar o mercado interno. É uma dinâmica bem conhecida pelos exportadores, que exige diversificação urgente de destinos.”
Fonte: Poultry World
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