Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Biocombustível

Programa internacional busca culturas para produção de biocombustíveis em regiões pobres

O programa terá duração de quatro anos, com pesquisas focadas nas cadeias produtivas de culturas não-alimentares ou com múltiplos usos.

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Programa internacional busca culturas para produção de biocombustíveis em regiões pobres

Reduzir a pobreza e aumentar a segurança alimentar e energética de países em desenvolvimento, além de reduzir as emissões de gás carbônico. Esse é o objetivo de um programa que busca culturas alternativas para biocombustíveis, iniciado neste ano pelo World Agroforestry Centre, com o apoio do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (IFAD) e do Governo da Índia. O Brasil tem assento no comitê diretor do programa, representado pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia (Brasília/DF), Manoel Teixeira Souza Júnior.

O programa terá duração de quatro anos, com pesquisas focadas nas cadeias produtivas de culturas não-alimentares ou com múltiplos usos, especialmente as que podem ocupar áreas com menor disponibilidade de água ou impróprias para o plantio de alimentos. Macaúba, pinhão-manso, sorgo sacarino, mandioca e beterraba são alguns dos objetos de estudo já identificados, assim como plantas pouco conhecidas no Brasil, a exemplo da pongamia e da simarouba. Os campos experimentais serão instalados em países latino-americanos, africanos e asiáticos.

No Brasil, o foco das ações será a região Nordeste. “A questão principal do programa é identificar culturas energéticas que contribuam para inclusão social de pequenos produtores em áreas pobres; por isso, queremos trabalhar com o Nordeste”, explica Souza. Outro motivo que levou a Embrapa a escolher essa região é a necessidade de novas oleaginosas que possam ser produzidas no local para abastecer as usinas de biodiesel. A ideia é implantar campos de demonstração e experimentação com integração lavoura / floresta, em que sejam cultivadas, por exemplo, macaúba e pinhão-manso.

Essas duas espécies já são objetos das pesquisas lideradas pela Embrapa Agroenergia com o objetivo de identifica novas fontes de matérias-primas para biocombustíveis. A primeira é nativa do Brasil e só a produção de óleo da polpa pode chegar a quatro toneladas por hectares. O pinhão-manso tem sua origem na América Central e México. É também grande produtor de óleo e se adapta a regiões de seca. “Com os campos que pretendemos instalar no Nordeste, vamos fortalecer os trabalhos que já temos e, principalmente, avançar em respostas para a agricultura familiar”, ressalta Souza.

O chefe-geral da Embrapa Agroenergia conta que as ações, tanto no Brasil como no exterior, terão como foco a sustentabilidade em seus três pilares: ambiental, econômico e social. O programa está atento às preocupações com o eventual impacto da produção de matérias-primas para biocombustíveis sobre a disponibilidade e custo dos alimentos, bem como sobre o uso da terra. Parte dos esforços estará concentrada em esclarecer quais são os riscos reais e estabelecer arranjos produtivos que promovam tanto segurança alimentar quanto energética, além de gerar renda para populações pobres.

Os organizadores lembram que energia também é fundamental para a agricultura, inclusive para a produção de alimentos. Combustíveis líquidos, por exemplo, são utilizados para movimentar máquinas agrícolas bem como para o transporte de pessoas e mercadorias. Energia também é necessária para cozinhar alimentos. O uso de combustíveis mais avançados obtidos a partir da biomassa pode reduzir o uso da lenha, bem como diminuir os gastos dos países com importação de diesel e outros combustíveis derivados do petróleo.

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