Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aumenta produtividade da oleaginosa (3,97%) em relação a outubro e estima colheita em 80,86 milhões de toneladas (+3,88%) no país.
Produção de soja cresce nos EUA, mas ainda não atende ao consumo

O relatório divulgado na sexta-feira (9) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe números de produção de soja além do esperado pelo mercado, derrubando as cotações do produto na Bolsa de Chicago.
Com um incremento de quase duas sacas por hectare na projeção de produtividade das lavouras norte-americanas, o órgão aumentou a estimativa de colheita da oleaginosa do país para 80,86 milhões de toneladas, contra 77,84 milhões apontadas em outubro. A expectativa dos analistas era de que o número seria de no máximo 78,6 milhões de toneladas.
A revisão dos números causou uma pressão negativa sobre as cotações da soja logo após a publicação do relatório. No início da tarde, o contrato com vencimento para novembro/12 valia US$ 14,75 por bushel (o equivalente a US$ 32,45 por saca de 60 quilos), com queda de mais de 20 pontos.
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Os rendimentos da soja apontados pelo USDA para os Estados Unidos subiram de 42,37 sacas por hectare em outubro para 44,05.
Os dados referentes ao consumo de soja também sofreram alteração e, com isso, a demanda total do país continua abaixo da oferta esperada. Mesmo assim, os estoques finais foram elevados. O principal ajuste foi observado nas exportações norte-americanas de soja, que agora estão calculadas em 36,6 milhões de toneladas, ante 34,4 milhões mostradas no relatório de outubro.
E, ao contrário do que o mercado esperava, a produção chinesa de soja não foi revisada para baixo. Já as importações do país cresceram para 63 milhões de toneladas, contra 61 milhões de toneladas estimadas no mês passado.
Confira abaixo as principais alterações efetuadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o quadro de oferta e demanda de soja do país:
Esmagamento interno: 42,46 milhões de toneladas (+1,30%)
Exportações: 36,61 milhões de toneladas (+6,32%)
Consumo total: 82,22 milhões de toneladas (+3,46%)
Produção: 80,86 milhões de toneladas (+3,88%)





















