Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Cientistas apontam restrições ao futuro do Brasil como líder agrícola

Problemas de infraestrutura, pequeno valor agregado de produtos finais, exclusão de trabalhadores rurais pobres, questões de segurança de alimentos e ameaças ambientais são obstáculos mencionados por cientistas.

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Cientistas apontam restrições ao futuro do Brasil como líder agrícola

A relação entre economia, agricultura, energia e meio ambiente no Brasil foi o tema de duas das palestras do Simpósio Brasil-Japão sobre Colaboração Científica, promovido pela Fapesp e pela Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência (JSPS) nos dias 15 e 16 de março, em Tóquio.

Joaquim Guilhoto, professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), abriu o debate sobre o assunto com uma exposição que partiu da agricultura familiar para chegar ao problema das emissões de gases de efeito estufa no Brasil.

Guilhoto mostrou que a agricultura familiar no país pode ter muitos efeitos positivos, como absorver mão de obra, reduzir o êxodo rural e as pressões sobre os grandes centros urbanos e contribuir para a geração de renda. Mas a análise do desempenho da agricultura familiar em comparação com o da agricultura de empresas mostra que a eficiência daquela é muito menor do que a desta.

De acordo com Guilhoto, políticas públicas para aumentar a competitividade da agricultura familiar no Brasil podem ter bons resultados, em especial as que proporcionem educação formal e acesso ao crédito.

“A produção agrícola nacional é uma das responsáveis pelo fato de o Brasil ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com apenas 37,3% dependente de combustíveis fósseis. A biomassa representa 31,5%”, disse.

Apesar dessa característica tão positiva, afirmou Guilhoto, o Brasil é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (o quarto, depois de China, Estados Unidos e União Europeia).

“E isso também tem a ver com a atividade agrícola, já que a razão para essas emissões são as mudanças de uso da terra e o desflorestamento, este causado em grande parte pela utilização de suas terras para pecuária e plantação de soja e cana-de-açúcar”, disse.

Yoichi Koike, professor de economia da Universidade Ritsumeikan, no Japão, foi o expositor seguinte, e tocou em muitos dos mesmos pontos abordados antes por Guilhoto.

Koike acha que o Brasil pode se tornar o “grande superpoder” agrícola do mundo, mas para isso precisa resolver alguns problemas não desprezíveis, entre eles o de incluir trabalhadores agrícolas pobres e garantir a sustentabilidade do meio ambiente.

“A agricultura brasileira vem se tornando mais produtiva, mais mecanizada e a intensidade de capital no setor está crescendo. Mas o número total de trabalhadores rurais tem decrescido”, disse.

Entre as restrições ao futuro promissor do Brasil como líder mundial na agricultura, Koike citou os problemas de infraestrutura em geral e de transporte especificamente, o pequeno valor agregado de seus produtos finais, o pequeno poder de marca desses produtos, a exclusão de trabalhadores rurais pobres, questões de segurança de alimentos e ameaças ambientais.

Koike destacou o efeito dominó que leva áreas de pastagem e de soja para o Cerrado (devido à ocupação das zonas antes a elas dedicadas para a cana-de-açúcar) e depois do Cerrado para a Amazônia, tendo como efeito final o desflorestamento e suas consequências. Entre essas consequências, estão as emissões de gases de efeito estufa, o ressecamento do Cerrado, o aumento da intensidade e frequência de chuvas em várias regiões.

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