Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Bioenergia

Bioenergia sem fronteiras

Um consórcio formado pela VTT Brasil, Odebrecht e Metso foi um dos beneficiados pelo PAISS – Plano BNDES-Finep de Apoio à Inovação dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico.

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Bioenergia sem fronteiras

Brasil e Finlândia unem esforços para viabilizar a produção de etanol celulósico. Um consórcio formado pela VTT Brasil, Odebrecht e Metso foi um dos beneficiados pelo PAISS – Plano BNDES-Finep de Apoio à Inovação dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico. A VTT Brasil receberá R$ 10 milhões em subvenção econômica.

A VTT é um instituto de pesquisa finlandês que aqui tem configuração de empresa. É voltado para o fornecimento de soluções de alta tecnologia. Atua em diversos países, mas foi o Brasil a nação escolhida para sediar sua primeira filial estrangeira. Inaugurada em 2011, em Barueri (SP), sua prioridade são as tecnologias de biorefinaria, setor em que o Brasil é líder mundial. “A Finlândia vê o Brasil como o principal foco de desenvolvimento da bioeconomia e aposta que o primeiro lugar do mundo onde isso vai deslanchar será aqui”, diz Nilson Boeta, diretor geral da VTT Brasil.

Segundo Boeta, Finlândia e Brasil têm economias complementares em muitos aspectos: experiência em biorefinarias com matérias-primas distintas na área de combustíveis, tecnologia no manejo de florestas de celulose, processos sustentáveis na redução e manejo de resíduos, processos de recuperação de águas e mineração com impacto reduzido. “A participação no PAISS tende a ser um ganha-ganha para os dois países, com troca de experiências complementares, formação de mão-de-obra de alto nível e desenvolvimento de novas tecnologias em conjunto nos próximos anos”, explica.

O objetivo fundamental do projeto VTT dentro do consórcio é o desenvolvimento de uma solução tecnológica que viabilize a produção de etanol de segunda geração integrada à produção de etanol de primeira geração e de energia elétrica no Brasil. A VTT possui experiência no desenvolvimento dessas tecnologias para biomassas de madeira, na Finlândia. O escopo aqui é desenvolver esses processos para a biomassa da cana-de-açúcar, sendo uma inovação radical que prevê a internalização de tecnologia para a parceira Odebrecht e para as instituições de pesquisa envolvidas.

O simples fornecimento de enzimas e leveduras de empresas estrangeiras não abrangeria essa transferência tecnológica e a customização. A intenção do consórcio é que as enzimas sejam produzidas no Brasil e adaptadas à biomassa nacional.

A estrutura do PAISS foi elogiado por Boeta.

“Sua grande vantagem é propor um modelo que resulte em aproveitamento empresarial do produto a ser desenvolvido. A necessidade de chegar-se a uma planta de demonstração obriga a busca de parcerias que tenham conhecimento em processos de grande escala e tenham compromisso em levar o processo inovador a uma posterior fase industrial”, diz.

Segundo o diretor da VTT Brasil, o PAISS “alavancam o potencial dos participantes e tende a antecipar desenvolvimentos tecnológicos aplicados que, do contrário, demorariam muito a se concretizar ou nunca começariam”.

Cooperação – O presidente da Finep, Glauco Arbix, recebeu em 13 de março o ministro da Economia da Finlândia, Jan Vapaavuori, que veio acompanhado de uma delegação de nove pessoas para a assinatura de um memorando de entendimento entre a Finep e a Agência Finlandesa de Financiamento para a Tecnologia e Inovação (TEKES).

Com duração inicial até dezembro de 2016, os objetivos são promover o intercâmbio de boas práticas entre as duas agências e ampliar a cooperação entre os dois países em áreas de interesse mútuo, como as energias renováveis, tecnologias de informação e comunicação (TICs), microeletrônica e tecnologias de construção naval. Estão previstos eventos e workshops para apoiar a formação de parcerias entre empresas e instituições de pesquisa, além do lançamento de chamadas conjuntas.

A Tekes é a principal agência do governo finlandês para financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação e é responsável por colocar a Finlândia como um dos países mais inovadores do mundo.

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