Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Bioenergia

Bioenergia produzida com bagaço da cana abastece região Norte de AL

Energia elétrica da biomassa é rentável por questões finaceiras e ambiental.Indústria sucroenergética vende força sobressalente para a Eletrobras.

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Bioenergia produzida com bagaço da cana abastece região Norte de AL

O que na década passada era considerado descarte e um problema ambiental para a Usina Santo Antônio – a sobra do bagaço da cana de açúcar -, tornou-se lucro com a geração da bioeletricidade. Energia elétrica limpa, sustentável e renovável que alimenta e reforça, no período de alta demanda e baixa oferta de transmissão, o parque industrial da usina, que fica localizada no município de São Luís do Quitunde, em Alagoas, e a rede de transmissão que distribui eletricidade para as cidades do litoral norte.

A indústria é qualificada agora como sucroenergética e não mais como sucroalcooleira, devido à capacidade de cogeração da tríplice produção: açúcar, álcool e energia elétrica. O grupo da usina Santo Antônio investiu, em 2001 – pico da crise energética do país, o chamado “Apagão” -, cerca de R$ 15 milhões para se transformar em usina sucroenergética e, assim, poder cogerar biomassa da cana-de-açúcar, energia elétrica limpa e renovável, suficiente para manter a indústria em funcionamento e ainda vender a força sobressalente para a Eletrobras Distribuição Alagoas.

“Com o “Apagão”, em 2006, o preço da eletricidade subiu e o governo federal incentivou a busca de fontes alternativas. Assim, foram estabelecidas políticas de crédito e garantia da compra da força por um contrato de 20 anos que vai gerar R$ 400 milhões para empresa. Algo totalmente agregador e rentável”, conta o superintendente da sucroenergética, Cláudio Soares Cavalcante.

Atualmente, com a biomassa da cana-de-açúcar, produto que era descartado no campo, a indústria consegue gerar durante seis meses, período da safra, 25 megawatts, dos quais 12 são consumidos dentro da indústria para movimentar os maquinários e 13 são vendidos para Eletrobras.

“A energia sobressalente repassada para o sistema da Eletrobras é suficiente para abastecer com tranquilidade uma cidade com até 100 mil habitantes. E essa energia abastece diretamente duas cidades, São Luís do Quitunde e Matriz do Camaragibe nos períodos mais críticos do ano, no verão, quando a geração de energia por água diminui. Todo ano a Eletrobras liga para saber se vamos conseguir fornecer energia elétrica pelos seis meses”, completa Cláudio Cavalcante, ao estimar que a venda da energia da biomassa corresponde a 5% do lucro da indústria.

Retorno financeiro – A rentabilidade é comprovada, na prática, diante da conjuntura mundial que preza pela economia aliada ao desenvolvimento sustentável. A exemplo da usina Santo Antônio, até 2001, o bagaço da cana era tratado como rejeito. Durante esse período, para não ficar com um grande volume de bagaço espalhado pelo parque industrial, a usina vendia parte das toneladas da matéria prima para empresas que fazem papel, aglutinados para fornalhas e produtores de gado. O restante era espalhado pelo campo.

À época, o valor pela tonelada não ultrapassava os R$ 15. Hoje, com a mesma tonelada de biomassa, a empresa consegue produzir cerca de 60 kw/h e tem uma média de R$ 50 de lucro com a venda da energia limpa. Um aumento de quase 300% pelo mesmo volume do resíduo.

Ao explicar a transformação da biomassa em energia elétrica, o engenheiro elétrico da empresa, Josinaldo Cavalcante, expõe que o terceiro produto da sucroenergética é relativamente tão rentável quanto o açúcar e o álcool.

“É um processo rentável porque a cogeração também melhorou o desempenho produtivo da usina. Até porque a empresa passou de consumidora para geradora de energia, em um processo que a deixou autossuficiente diante da redução de custos e do aumento da arrecadação. E o melhor é que tudo foi feito de forma limpa, com baixo impacto ambiental”, expôs Josinaldo Cavalcante.

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