Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Agroenergia

Documentário mostra produção de agroenergia no Brasil

Produzido pela Videomakers, o filme mostra como o Brasil utiliza biomassa para produzir energia renovável na forma de etanol, biodiesel, biogás e outros produtos.

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Documentário mostra produção de agroenergia no Brasil

Foi lançado oficialmente, nesta terça-feira (11), em Brasília/DF, o documentário “Energia Verde e Amarela”, uma iniciativa da Fundação John Deere e da Embrapa, apoiada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Produzido pela Videomakers, o filme mostra como o Brasil utiliza biomassa para produzir energia renovável na forma de etanol, biodiesel, biogás e outros produtos.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Souza, o documentário apresenta “uma gama imensa de oportunidades distribuídas pelo Brasil para a construção de um futuro sustentável para as próximas gerações, tendo com base o uso da biomassa e seus resíduos”. A produção de biodiesel, por exemplo, gera renda para cerca de 100 mil propriedades de agricultores familiares. Além disso, proporcionou destino rentável para o sebo bovino, resíduo da produção animal cuja destinação final era considerada um problema. Atualmente, o sebo é a segunda principal matéria-prima para o biodiesel brasileiro, atrás apenas do óleo de soja.

Durante o evento, representantes da Embrapa e da John Deere lembraram que, em apenas 40 anos, o Brasil saiu da condição de importador de produtos agrícolas e se tornou referência mundial em produção de alimentos, fibras e agroenergia. Para o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, o País fez mais do que resolver o problema da falta de alimentos. “O Brasil foi capaz de construir essa revolução numa plataforma que avança no caminho da sustentabilidade”, afirmou.

O diretor de assuntos corporativos para a América Latina da John Deere, Alfredo Miguel Neto, lembrou a necessidade de aumentar a produção mundial de alimentos em pelo menos 40% para atender à demanda da população em crescimento. “Há uma expectativa enorme em relação ao Brasil”, destacou. A alta incidência de luz solar e a disponibilidade de terras são dois fatores que colocam o País em posição privilegiada na agricultura, permitindo que ele produza não só alimentos, mas também biomassa para a obtenção de biocombustíveis e outros produtos. Manoel Souza ressalta que “o maior desafio do Brasil é ser capaz de gerir de forma eficiente e eficaz essa fartura, em benefício da sociedade e em prol de um futuro sustentável”.

Na opinião do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, o documentário “Energia Verde e Amarela” contribui para divulgar as conquistas da agricultura brasileira nos últimos 40 anos e o papel dela para que a matriz energética do País seja constituída de quase 50% de fontes renováveis. “Nós temos muito a mostrar para o mundo. Nenhum país realizou em um curto espaço de tempo o que o Brasil realizou”, enfatizou.

O documentário

O filme “Energia Verde e Amarela” está organizado em quatro capítulos. Depois de uma seção introdutória, o capítulo sobre etanol mostra como é obtido esse biocombustível, cuja produção em escala foi introduzida no Brasil na década de 1970, como resposta à crise do petróleo. Estimativas apontam que, de 1975 a 2011, a utilização dele tenha evitado a emissão de mais de 550 milhões de toneladas de CO2. A expectativa, agora, é ampliar a produção, permitindo que resíduos e culturas com o sorgo sacarino e capins sejam utilizadas pelas usinas como matérias-primas.

O capítulo sobre biodiesel apresenta entrevistas com agricultores familiares que participam do programa governamental que inclui as pequenas propriedades na cadeia produtiva. Também mostra como ele é produzido e as oleaginosas com potencial de serem inseridas na produção, gerando emprego e renda em mais regiões do País. É o caso do dendê, do pinhão-manso e da macaúba.

Por fim, a seção sobre resíduos mostra como sobras das atividades agrícolas, agropecuárias e agroindustriais podem ser convertidos em energia renovável. Dois exemplos são a produção de briquetes e de biogás.

O documentário “Energia Verde e Amarela” será distribuído para universidades, ministérios, empresas, escolas agrotécnicas, escolas agrícolas familiares e câmaras setoriais. Será utilizado também em programas como o Embrapa & Escola e, com legendas em inglês, para divulgar a experiência do Brasil a outros países.

O filme pode ser assistido na íntegra em: https://www.youtube.com/watch?v=XBfeXnbeSO4&list=PLZALeXdySJJ-hLHKQ_VU8chK3x2NWUCPW.

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