Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia mais eficiente desperdiça menos recursos – por Ricardo Ernesto Rose

País continua perdendo dezenas de bilhões de reais por ano, desperdiçando água, eletricidade, matérias primas e mão-de-obra.

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Economia mais eficiente desperdiça menos recursos – por Ricardo Ernesto Rose

Foi apenas a partir da maior abertura da economia brasileira para produtos estrangeiros, no final dos anos 1980, que as empresas nacionais começaram a sentir a pressão da competição. Antes disso o mercado interno era bastante fechado para produtos importados, que só chegavam ao consumidor incorporando altos impostos de importação, além de taxas portuárias, despesas aduaneiras e outros custos. A situação era mais ou menos a seguinte: empresas (nacionais e multinacionais) estabelecidas no Brasil fabricavam produtos com pouca inovação tecnológica, baixa qualidade a custos relativamente baixos. Por parte da maioria das empresas, os investimentos em pesquisa (P&D), capacitação de mão de obra eram muito baixos. Além disso, com a ausência de uma efetiva concorrência – já que muitos setores eram oligopolizados – os produtos nacionais não tinham uma boa relação custo-benefício. Para completar o quadro, ainda não havia uma legislação protegendo o consumidor, criada em 1991.
Outro aspecto era a inflação. As altas taxas de desvalorização da moeda dificultavam o cálculo dos efetivos custos de produção. Com isso, a implantação de eventuais medidas de eficiência no processo produtivo tinha um impacto muito reduzido na competitividade final do produto. Foi somente a partir da introdução do Plano Real, com a quebra da curva inflacionária, que as empresas puderam avaliar melhor suas planilhas de custos e introduzir medidas de eficiência. 
No início dos anos 1990 ocorrem diversas mudanças na economia mundial e brasileira. No Brasil, com a abertura da economia, são eliminados ou reduzidos impostos de importação, fazendo com que produtos fabricados no exterior se tornassem mais acessíveis do que similares nacionais – isto antes que a China se tornasse o grande exportador para todo o mundo. Outro aspecto foi a entrada de empresas estrangeiras no mercado brasileiro, utilizando modernas tecnologias de fabricação.  O setor industrial e de serviços brasileiro se modernizava e nessa época se tornaram comuns as normas de qualidade da série ISO 9000 e ambientais da série ISO 14000.
Nos últimos vinte anos a economia teve grandes avanços em grande parte devidos ao fomento da competição. Os diversos setores da economia avançaram na melhoria da eficiência e no uso racional dos recursos. No entanto, muito ainda resta por fazer. Ainda hoje, em todas as atividades – agricultura, indústria, construção e comércio – o país continua perdendo dezenas de bilhões de reais por ano, desperdiçando água, eletricidade, matérias primas e mão-de-obra. A perda de recursos, além de encarecer o produto ou o serviço, faz com que sejam necessários volumes crescentes de matérias primas e materiais – que direta ou indiretamente vem da natureza – o que aumenta cada vez mais o impacto ambiental das atividades econômicas.
A competição entre as empresas, a criação de leis protegendo o consumidor e o meio ambiente; o investimento em inovação e capacitação de funcionários; são fatores que aumentarão a eficiência da economia e do uso de recursos.  No entanto, é preciso que o governo também faça a sua parte, investindo em infraestrutura e melhorando o sistema tributário e legal, facilitando o funcionamento das atividades econômicas – já que uma economia mais eficiente provoca menor desperdício de recursos naturais.

Ricardo Ernesto Rose
Jornalista, graduado em filosofia e pós-graduado em gestão ambiental e sociologia. Desde 1992 atua nos setores de meio ambiente e energia na área de marketing de tecnologias. É diretor de meio ambiente da Câmara Brasil-Alemanha e editor do blog “Da natureza e da cultura” (
www.danaturezaedacultura.blogspot.com)

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