A explicação para o ritmo menor é um mercado menos voraz, e que dispõe de uma oferta maior do produto.
MT: mercado menos voraz faz venda da supersafra de milho chegar a 55%

A comercialização da safra 2012/13 de milho de Mato Grosso está mais lenta. De 21,9 milhões de toneladas colhidas até a última semana foram 55% negociados, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Um ano antes, eram quase 90% (89%). A explicação para o ritmo menor é um mercado menos voraz, e que dispõe de uma oferta maior do produto.
“O mercado não está mais voraz como esteve no ano passado, com a quebra de safra dos Estados Unidos, além do resquício de queda na produção do Paraná e do Rio Grande do Sul, que levaram muito milho de Mato Grosso”, define Daniel Latorraca, gestor do Imea.
Com uma conjuntura também desfavorável pelos baixos preços, o produtor também adiou sua decisão de vender aquilo que colheu. Assim, o maior produtor brasileiro de safrinha chega até a primeira quinzena de setembro com 12,1 milhões de toneladas negociadas.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná atinge recorde na produção de frango, suínos, bovinos, leite e ovos
- •Foco de Peste Suína no Piauí leva a abate de 17 animais enquanto Nordeste discute erradicação da doença
- •ABCS reforça agenda estratégica em articulação com o IPA e a FPA na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Nova ferramenta digital da Embrapa garante rastreabilidade no uso de dejetos suínos como biofertilizantes
“Esta comercialização estaria melhor se o mercado não estivesse travado”, diz Daniel Latorraca. Por outro lado, como ainda afirma o especialista, as vendas só ganharam força graças aos leilões governamentais realizados no Estado e que apoiaram a negociação de quase 8 milhões de toneladas.
“Sem eles estaríamos discutindo outros números”, considera Latorraca. Somente por meio do Pepro, cujos leilões já somaram 5 no Estado, foram 5,8 milhões de toneladas. Nesta semana, no dia 20, uma nova rodada de Prêmio volta a ocorrer no Estado. Desta vez, ofertando 550 mil toneladas.
Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Carlos Fávaro diz que o setor produtivo vai continuar solicitando novas intervenções para ajudar na comercialização do milho mato-grossense, já que o preço da saca de 60kg continua abaixo do preço mínimo definido pelo governo, atualmente em R$ 13,02.. Mas tudo vai depender da disponibilidade financeira do ente federal, como diz o dirigente.
“Estes leilões deram escoamento ao Estado e sem eles teríamos um caos”. Outros 10 milhões de toneladas de milho ainda serão comercializados em Mato Grosso.





















