Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Japão e China projetam nova aceleração para atrair o Brasil

Japão e China têm planejado mudanças nas suas políticas econômicas que podem ajudar o Brasil.

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Japão e China têm planejado mudanças nas suas políticas econômicas que podem ajudar o Brasil. Segundo especialistas consultados pelo DCI, o investimento privado e uma política monetária agressiva e fiscal mais flexível, no caso do Japão, e o planejamento de um êxodo rural na China, além de foco no consumo interno podem ajudar esses países a melhorar nossa relação comercial.

Segundo o presidente da Japan External Trade Organization (Jetro), Yasuhiro Ishida, o Produto Interno Bruto (PIB) japonês tem mostrado taxa positiva de crescimento desde o ano passado, e uma das razões pode ser explicada pela chamada Abenomics, conjunto de políticas econômicas do governo do primeiro-ministro Shinzo Abe. “A recuperação da economia japonesa tenderia a aumentar os investimentos de empresas japonesas no exterior, e consequentemente, ajudaria a aproximar sua relação com o Brasil”, completou o presidente em entrevista via e-mail.
 
Para o diretor acadêmico das Faculdades Rio Branco, Alexandre Uehara, essa política de Abe é o que tem feito a diferença para a retomada do crescimento japonês. “Eu acho que isso foi importante para a mudança não só do clima econômico, mas também para estimular o consumo. O Brasil exporta alguns produtos para o Japão que são commodities, eu vejo que isso pode aumentar.”

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC), Charles Tang, também se disse otimista sobre o futuro da relação entre o gigante asiático e o País. Segundo ele, “a economia chinesa teve uma desaceleração mas essa desaceleração foi causada pelo governo chinês que apertou o crédito para combater a inflação e os empréstimos paralelos, a China pretende crescer muito mais” disse.

Tang também cita o fato de uma mudança da população do campo para cidade, atualmente apenas 690 milhões de pessoas estão nos centros urbanos e isso deve totalizar 1,1 bilhão em 2030. “Essa mudança do campo para a cidade vai fazer com que a economia cresça, porque quando o povo vai para a cidade, novas residências vão ter que ser construídas, e a renda dessa população vai aumentar”, colocou. “O governo está se empenhando para que a economia dependa do consumo interno, para isso estão fazendo a ZPE [Zona de Processamento de Exportações] em Xangai. Estou bastante tranquilo que a economia chinesa vai continuar crescendo em taxas invejáveis “.

O representante da Rio Branco destaca que se atualmente a desaceleração do crescimento da economia chinesa possa ser prejudicial no médio prazo ele entende que isso pode ser positivo para o Brasil.

“De qualquer forma a demanda pelo produto brasileiro deve aumentar, conseguindo dar mais solidez ao mercado doméstico, o mercado vai demandar essa exportação e isso vai ter uma perspectiva positiva para a economia brasileira”, disse.

Já o presidente da Jetro vê a queda no crescimento chinês como prejudicial tanto para o Japão como para o Brasil. “Tomando como exemplo a China, país-alvo de boa parte das exportações brasileiras, com o crescimento mais modesto ocorreria uma consequente desaceleração no crescimento das exportações de commodities”, colocou.

“Para o Japão as consequências também não devem ser favoráveis, pois há cerca de 20 mil empresas japonesas instaladas somente na China, portanto se conclui que o desaquecimento da economia chinesa pode levar à queda de atividade da economia japonesa”, completou.

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