Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Seca afeta hidrovia e poderá gerar mais filas de caminhões em Santos

Capacidade de transporte da Tietê-Paraná diminuiu com a falta de chuvas.

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Seca afeta hidrovia e poderá gerar mais filas de caminhões em Santos

Em um momento em que ocorrências pontuais de filas de caminhões destinados ao porto de Santos (SP) voltam a causar transtornos em rodovias paulistas, um problema adicional pode causar mais congestionamentos. A estiagem que durou quase um mês diminuiu em cerca de um terço a capacidade de transporte da Hidrovia Tietê-Paraná, o que está já obrigando algumas empresas a migrar suas cargas para as carretas.

Os 18 comboios atualmente em operação na hidrovia estão operando, cada qual, com até 4 mil toneladas. Em condições normais, eles podem transportar 6 mil toneladas. A estimativa é que a redução da navegabilidade na Tietê-Paraná transfira por mês 126 mil toneladas para as rodovias, ou 3,6 mil caminhões do tipo bitrem. São 120 carretas a mais por dia.

Segundo o Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, as chuvas dos últimos dias não foram suficientes para melhorar a situação. “Pelo contrário, o nível dos reservatórios das usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos diminuiu hoje [ontem]. E a programação é que até sexta chegue a uma cota de esvaziamento que compromete a hidrovia”, afirmou o diretor do Departamento, Casemiro Carvalho.

Para ele, é necessário dividir o ônus com o governo federal. “Estou com um problema na hidrovia em função da geração”. Procurado para se manifestar sobre o problema, o Ministério de Minas e Energia não retornou até o fechamento desta edição. Já a Secretaria de Portos (SEP) disse que está empenhada em construir uma solução com as agências reguladoras de transportes terrestres e aquaviário (ANTT e Antaq) e com o Ministério dos Transportes para minimizar os impactos do excesso de caminhões.

O agronegócio é o principal usuário da Tietê-Paraná, ocupando 12 dos 18 comboios disponíveis. As empresas combinam o transporte hidroviário ao ferroviário para acessar o porto de Santos, por onde é exportada 30% da soja e 50% do milho nacionais. As barcaças são carregadas em São Simão (GO) e navegam até Pederneiras (SP), num trajeto de quase 650 quilômetros. De lá, a carga é colocada na ferrovia que chega a Santos. Para não perder o navio, os donos de cargas têm de recorrer de última hora ao frete rodoviário no mercado spot, geralmente mais caro.

Na semana passada a Caramuru Alimentos, maior usuária da hidrovia, sentiu na pele o problema. A empresa foi obrigada a transferir para carretas parte da soja programada para usar o sistema intermodal. Como resultado, alguns de seus caminhões chegaram ao cais santista sem o agendamento prévio – exigência do governo federal -, congestionando um trecho do porto.

Cerca de 80% das exportações da Caramuru são realizadas pelo sistema intermodal. A empresa disse ter investido ao longo dos últimos anos mais de R$ 100 milhões para concretizar esse projeto de transporte. Ontem, caminhões destinados ao porto voltaram a travar a entrada de cidades da Baixada Santista pela manhã. Houve 30 quilômetros de congestionamentos se somados todos os trechos com problemas nas rodovias que ligam São Paulo ao litoral.

Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), houve excesso de caminhões. Mas, conforme a Ecovias, concessionária rodoviária, o volume que desceu a Serra do Mar até o meio-dia de ontem estava dentro do esperado para o período. A Codesp também disse que alguns terminais descumpriram o agendamento prévio e que outros chamaram as carretas antes da data.

O governo ainda está fechando os dados para emitir os autos de infração contra as empresas. Eles poderão resultar em multas que variam de R$ 1 mil a R$ 20 mil por veículo, conforme prevê resolução da Antaq. Até lá, a SEP disse que não divulgará os nomes dos terminais nem a quantidade de carretas que quebraram as regras.

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