Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Bioenergia

Energia eólica ganha competitividade no País

A capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer 60% em 2015, passando de 6 gigawatts (GW) para 9,8 GW.

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Energia eólica ganha competitividade no País

A capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer 60% em 2015, passando de 6 gigawatts (GW) para 9,8 GW, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica). A crise hídrica, que afeta a produção das hidrelétricas, e a redução no custo para a instalação de novas usinas eólicas são os fatores que têm favorecido essa fonte. A expansão da eólica tem refletido em Sorocaba, onde a Wobben e a Tecsis – Tecnologia e Sistemas Avançados possuem unidades fabris que atendem a esse setor. De acordo com a Tecsis, desde que houve aumento da demanda interna por energia eólica, a produção da empresa para atender ao país passou de 20% para 50%, reduzindo, com isso, o volume de exportações.

Na avaliação da presidente da Abeeolica, Elbia Silva Gannoum, o desenvolvimento da energia eólica é algo bastante recente. O que propiciou essa expansão foi a redução de preço para a instalação de usinas eólicas. “Antes, os preços eram muito superiores às fontes tradicionais, como hidrelétricas”, explica. A partir de 2004, entretanto, com o avanço da tecnologia, esse custo foi reduzido. De acordo com Elbia, na primeira contratação de eólica feita pelo país, o custo dessa energia foi seis vezes superior ao da energia hidrelétrica.

Atualmente, os custos da energia obtida dos parques eólicos estão muito menores, afirma a presidente da Abeeolica. “Em 2011, o preço do megawatt/hora da eólica caiu para R$ 100”, revela. Desse modo, esta fonte se tornou a segunda mais barata no País, perdendo apenas para as hidrelétricas. Isso é o que explica, de acordo com Elbia, o fato de que a energia eólica é a que mais tem sido contratada no Brasil nos últimos anos.

Apesar do crescimento, a participação da energia produzida pelas eólicas na matriz brasileira ainda é pequena. Conforme a Abeeolica, até 2019, a capacidade instalada de energia eólica no País deve chegar a 16,3 GW. Segundo Elbia, presidente da Abeeolica, essa capacidade vai representar 4,3% do que é gerado de energia em todo o Brasil.

Reflexos
O desenvolvimento de parques eólicos no Brasil, que se dá nas regiões Nordeste e Sul, tem reflexos em Sorocaba, que abriga duas das principais fornecedoras do setor: a Wobben e a Tecsis. Anteriormente voltada para atender ao mercado externo, principalmente os Estados Unidos, mais 50% da produção da Tecsis agora é para atender o mercado brasileiro. Segundo o presidente da empresa, Marcelo Soares, há quatro anos mais de 80% do que a empresa produzia era exportado. Atualmente, esse percentual foi reduzido e mais da metade da produção de pás eólicas tem como destino os parques existentes no Brasil.

“A Tecsis está reestruturando seu parque industrial para atender o aumento da demanda do mercado brasileiro e mundial, assim como o crescimento do comprimento das pás”, explica Soares. Para tanto, a empresa está construindo uma nova fábrica em Camaçari, na Bahia. As unidades de Sorocaba também vão passar por um processo de restruturação. “Está sendo desenvolvido o projeto de uma nova fábrica que irá centralizar, gradativamente, as linhas de produção.” Para o presidente da Tecsis, essa centralização irá reduzir custos fixos e melhorar a produtividade da empresa, além de aumentar a rentabilidade dos investimentos.

Com os novos investimentos, a empresa planeja produzir em torno de 8 mil pás eólicas em 2018. Para isso, Soares afirma que a empresa precisa vencer alguns desafios. O principal deles é o desenvolvimento de um centro tecnológico. “Os desafios logísticos, principalmente com o crescimento das pás – já temos projetos de pás de 65 metros – também são grandes”, comenta o presidente, que aponta a dificuldade para escoar esses produtos para o Porto de Santos. “De qualquer forma, estamos comprometidos com o desenvolvimento da empresa e nossa prioridade é investir na região de Sorocaba para encontrar soluções que viabilizem nossa competitividade aqui, onde a empresa nasceu e se desenvolveu”, conclui o executivo.

O jornal Cruzeiro do Sul entrou em contato com a Wobben para que comentasse os reflexos do crescimento da energia eólica no País. Nenhum representante da empresa, entretanto, retornou as ligações.

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