Alexandre Mendonça de Barros sustenta que as disputas sobre se a safra de soja non Brasil será dois milhões de toneladas maior ou menor não é tão relevante para Chicago.
“Disputas sobre tamanho da safra brasileira não são tão relevantes”

Analista de mercado da MB Agro e professor da FGV, Alexandre Mendonça de Barros sustenta que as disputas sobre se a safra de soja non Brasil será dois milhões de toneladas maior ou menor não é tão relevante para Chicago. A opinião veio após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) prever que a produção brasileira seria de 94,5 milhões de toneladas – acima da projeção de sua consultoria.
Segundo Mendonça de Barros, o preço da soja não terá uma grande variação nesse ano e o grande fator no Brasil será o valor do dólar. A MB Agro tem uma previsão de produção brasileira na casa dos 92 milhões de toneladas, informa o Blog AgroSouth News.
“Essas duas milhões de toneladas (em disputa) não farão um grande diferença. O que será decisivo no Brasil será o valor do dólar. Os insumos foram comprados com o dólar a R$ 2,30. Agora os produtores vão vender a soja com o dólar acima de R$ 3. Então será um bom ano”, explicou Mendonça de Barros em palestra na ExpoDireto, em Não-Me-Toque.
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Pelas próximas temporadas, no entanto, o especialista prevê tempos mais difíceis por conta das taxas de juros mais altas e o crédito escasso provocado pela recessão no Brasil. “Nós não veremos uma expansão de superfície como temos visto em anos anteriores, especialmente no centro-oeste”, disse.
Nesta semana, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou que as taxas de juros anuais ao produtor devem aumentar de 6,5% para 8,5% em média a partir de Junho próximo, quando do anúncio do Plano Safra.























