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Bioenergia

Bioplástico é a alternativa sustentável para o material convencional

O bioplástico utiliza matérias-primas renováveis como resíduos de soja, amido de arroz, milho e de cana de açúcar.

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Bioplástico é a alternativa sustentável para o material convencional

Os plásticos estão em todo lugar, basta você olhar pro lado e achará algum produto feito com o material. Sua maleabilidade é uma das coisas que o torna tão versátil e necessário para a nossa sociedade. Mas, por ser relativamento novo na natureza (criado a primeira vez no ano de 1862), esse produto pode levar até 200 anos para se desintegrar. Isso porque as bactérias e enzimas, que costumam fazer esse trabalho, ainda não sabem como decompor o material.

Então, até que isso aconteça, nada mais justo do que criar novos produtos que tenham uma pegada mais ecológica, não é mesmo? O bioplástico é um plástico que tem as mesmas propriedades do comum, mas utiliza matérias-primas renováveis como resíduos de soja, amido de arroz, milho e de cana de açúcar. Vale ressaltar que nem todos os bioplásticos são biodegradáveis, deixá-lo na terra para que ele se decomponha não é a solução, cada tipo tem uma maneira diferente de se deteriorar.

O bioplástico compostável, por exemplo, se deteriora fácil em processos de compostagem. Já o bioplástico hidro-solúvel precisa de contato com a água para que comece sua decomposição. Enquanto o plástico oxi-degradável recebe aditivos para que se despedacem em contato com raios ultra violetas e oxigênio.

Porém, eles ainda são pouco comercializados no mundo, o que faz com que o custo de sua produção seja quase 3 vezes maior que o plástico normal. Também é necessário prestar muita atenção durante o descartar do bioplástico para que ele seja enviando a estação de reciclagem certa!

Brasil

A italiana Bio-On assinou acordo com a Moore Capital para construir uma fábrica de bioplástico que usará como matéria-prima coprodutos da cana-de-açúcar.

As empresas vão construir uma fábrica com produção de 10 mil toneladas por ano no Estado de São Paulo. A Moore Capital tem uma opção de construir uma segunda unidade no país que poderá ser instalada no Acre.

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