Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Embrapa

Cientistas criam sistema de monitoramento climático para a agricultura

Plataforma digital em desenvolvimento pelo Cemaden será capaz de prever veranicos com até 4 semanas de antecedência. Ferramenta pode contribuir para minimizar impactos do clima sobre a produção agrícola

Cientistas criam sistema de monitoramento climático para a  agricultura

Pesquisas sobre a relação entre produtividade e variáveis do clima contribuem para diminuir perdas de safra. (Foto: Embrapa)Num esforço para reduzir os impactos das mudanças climáticas sobre a agropecuária, um dos setores da economia mais sensíveis ao clima, pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) estão aperfeiçoando a modelagem agrometeorológica para aprofundar o conhecimento científico sobre a relação entre a produtividade ou o desenvolvimento de culturas agrícolas e as variáveis do clima.

As projeções feitas pelo Cemaden já dão como certa a transferência de culturas tradicionais para outras regiões nos próximos 40 anos por causa do aumento da temperatura. Um exemplo é o café, cujo cultivo é feito sob o clima temperado de Minas Gerais e de São Paulo. Entretanto, a elevação da temperatura nesses estados pode fazer com que a cultura cafeeira migre para regiões mais ao sul, em busca de um clima mais adequado ao seu desenvolvimento.

“Nos próximos 40 anos, pode haver um aumento da temperatura em Minas e em São Paulo, que podem ter um impacto significativo na produção de café. Se isso se confirmar, aumenta consideravelmente o risco de colapso de safras e podemos chegar a um quadro em que será mais seguro plantar na região Sul do que no Sudeste, com base no zoneamento climático”, explicou o especialista em modelagem agrometeorológica do Cemaden Marcelo Zeri.

Os climatologistas do Cemaden também trabalham no desenvolvimento de uma plataforma digital capaz de prever episódios de veranico – fenômeno caracterizado por alguns dias de seca durante a estação chuvosa – com até quatro semanas de antecedência. Segundo Marcelo Zeri, a ferramenta pode servir para auxiliar no planejamento dos agricultores.

“Se nós emitirmos alertas antecipados de episódios de veranico, o produtor rural pode se precaver. Se ele tiver acesso a sistemas de irrigação, pode acioná-los sem a preocupação de fornecer uma quantidade maior de água às plantas ou, então, antecipar a colheita. Essa é uma informação a mais para ajudar o produtor a se planejar”, afirmou Zeri.

As contribuições da ciência para a produção de alimentos e a segurança alimentar serão discutidas durante a 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) realiza entre 17 e 23 de outubro em todo o país.

Biotecnologia

As mudanças no clima também preocupam a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição, Ladislau Martin Neto, variações de temperatura, por exemplo, podem decretar a perda de safras inteiras.

“Muitas vezes, o aumento da temperatura média é pequeno, mas é grande nos extremos máximos e mínimos. Esses dados são cruciais e, por conta dessa grande variação nos extremos, o vegetal morre. Conhecermos as condições climáticas e termos espécies mais resistentes são fundamentais para a agricultura brasileira”, disse.

Por isso, a Embrapa trabalha para desenvolver espécies com maior capacidade de adaptação ao aumento da temperatura, longos períodos de estiagem e inundações. Em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o objetivo é produzir espécies vegetais mais resistentes às intempéries.

“Nós batizamos essa iniciativa de unidades mistas de pesquisa. A premissa é utilizarmos recursos humanos da instituição parceira para gerar produtos com grau de complexidade maior e que é a exigência atual do mercado. São parcerias para o desenvolvimento conjunto”, explicou Martin Neto. “Com a Unicamp, trabalhamos com biotecnologia para mudanças climáticas. Temos o objetivo de criar espécies que possam resistir melhor a secas e inundações. É uma linha de produção para gerar ativos de inovação”, completou.

Outro braço das unidades de pesquisa mistas está na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde máquinas e equipamentos mais eficientes estão sendo desenvolvidos, inclusive com a incorporação da Internet das Coisas (IoT) para otimizar o trabalho do produtor rural.

“A questão da automação vai desde o uso de drones para agricultura até o desenvolvimento de máquinas e equipamentos mais avançados na linha da agricultura de precisão, com agenda de uso mais eficiente dos insumos e da água, que é um fator fundamental para o desenvolvimento do agronegócio”, afirmou o diretor da Embrapa.

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