Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Biomassa

O papel da biomassa e dos resíduos agropecuários na transformação do setor energético

No Brasil, esse potencial ainda é subutilizado, com apenas 17% da capacidade instalada no setor sucroenergético em operação.

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O papel da biomassa e dos resíduos agropecuários na transformação do setor energético

A compreensão e aplicação do conceito de circularidade representam pilares essenciais para alcançar maior eficácia no processo de transição energética. A premissa fundamental é reduzir ao máximo a geração de resíduos, idealmente chegando a zero, eliminando a produção de lixo ou materiais descartáveis. No setor agropecuário, a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar exemplifica a proximidade desse ideal, devido ao alto aproveitamento da biomassa de cana.

No Brasil, esse potencial ainda é subutilizado, com apenas 17% da capacidade instalada no setor sucroenergético em operação. Em comparação, no setor petrolífero, o índice de aproveitamento é quase pleno, atingindo 97%. Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabrio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), destaca que cerca de 60 indústrias têm a capacidade de produzir 14,6 bilhões de litros de etanol por ano, mas a estimativa é que até o final de 2023 a produção seja inferior à metade desse volume. Ele ressalta a necessidade de reduzir a ociosidade para que o setor possa contribuir plenamente para a transição energética.

Nas usinas, o aproveitamento inicial ocorre com a produção de etanol. A palha da cana, que sobra após a colheita, é transformada em subprodutos comercializáveis, como bioinsumos e biocombustíveis de segunda geração. O biogás gerado a partir desses resíduos atende à demanda do setor de transportes por matérias-primas renováveis, reduzindo a pegada de carbono no setor automobilístico. Os bioinsumos, por sua vez, funcionam como fertilizantes naturais, aumentando a produtividade da cana e de outras culturas agrícolas.

Em 2022, a biomassa de cana representou 15,4% da oferta interna de energia no Brasil, sendo a maior parcela entre as fontes renováveis na matriz energética nacional, conforme o Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional de 2023, divulgado pela Empresa Nacional de Energia, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Tokarski destaca o papel fundamental da Embrapa como parceira na superação dos desafios enfrentados pelo setor, considerando-a uma instituição com reconhecida excelência mundial e vinculação ao Estado, capacitada e legítima para atuar em prol de políticas públicas necessárias para ampliar a participação do agronegócio brasileiro nesse processo de transição energética.

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