Com a ampliação do cardápio, os consumidores da União Européia abrem novas oportunidades de negócios para o Brasil.
Europeus diversificam sua dieta
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Da Redação 02/05/2003 – De acordo com o estudo realizado por Elisio Contini, pesquisador da Embrapa e coordenador do Labex França, em Montpellier, os europeus passaram a consumir mais frutas de 71,4kg/habitante/ano em 1961 para 114,8kg/habitante/ano em 2000, um crescimento de 61,%. Também aumentaram o consumo de vegetais de 94kg/ano para 122,6kg/ano, uma evolução de 30,4%. As frutas campeãs na preferência dos europeus são a laranja (29,5kg/habitante/ano), a maçã (27,7kg/habitante/ano) e a banana (8,5kg/habitante/ano).
CarnesO consumo agregado de carnes cresceu de 53,5kg/habitante para 90,9kg/habitante, mais de 70% de acréscimo, mas com diferenças entre os vários tipos. A carne bovina ficou estagnada no período, ao redor de 20kg/habitante/ano. Os elevados preços pagos pelos consumidores devido ao protecionismo agrícola e, mais recentemente, casos de doenças que podem ser transmitidas ao homem (como a da vaca louca).A carne suína, porém, quase dobrou seu consumo per capita, saltando de 22,9kg/ano para 44,2kg/ano.Já a carne de frango experimentou um aumento espetacular, passando de 5,6kg em 1961 para 20,6kg/habitante/ano em 2000.O Brasil possui grandes chances de aumentar as exportações de alimentos para a União Européia. A região possui uma população de 360 milhões de habitantes, 25% de riqueza mundial, com renda média per capita anual de US$ 25 mil. Uma população rica em que aumenta o número de idosos e a demanda por produtos mais saudáveis; tudo o que o Brasil pode e deve oferecer em maiores quantidades ao mercado internacional, diz Contini.Nota: Os países da União Européia são 15: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido e Suécia.
CarnesO consumo agregado de carnes cresceu de 53,5kg/habitante para 90,9kg/habitante, mais de 70% de acréscimo, mas com diferenças entre os vários tipos. A carne bovina ficou estagnada no período, ao redor de 20kg/habitante/ano. Os elevados preços pagos pelos consumidores devido ao protecionismo agrícola e, mais recentemente, casos de doenças que podem ser transmitidas ao homem (como a da vaca louca).A carne suína, porém, quase dobrou seu consumo per capita, saltando de 22,9kg/ano para 44,2kg/ano.
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O estudo de Elisio Contini foi divulgado pelo setor de Agribusiness e Economia Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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