Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
Destaque Todas Páginas

Segue firme venda de frango para UE

Oposição alemã à elevação da taxa sobre cortes salgados beneficia os embarques brasileiros.

Compartilhar essa notícia

Redação AI 05/05/2003 – Sem alarde, as indústrias brasileiras exportadoras de frango estão se beneficiando da resistência da Alemanha em aceitar a decisão da Comissão Européia de alterar os critérios de taxação dos cortes de frango salgado.

A mudança, que prevê a elevação de 15,4% para 75% da alíquota de importação dos cortes salgados, entraria em vigor em outubro passado. No entanto, a Alemanha questionou a medida desde o início e conseguiu postergar por duas vezes a adoção da nova taxação. Assim, a medida deve entrar em vigor apenas em agosto, segundo exportadores.

A Alemanha se opôs à decisão da UE porque é um dos maiores importadores de cortes de frango do bloco e sentiu-se prejudicada pela medida, observa Luís Genevro, gerente de exportação da cooperativa Lar.

O país é o maior cliente da cooperativa paranaense no mercado europeu.

Luís Eduardo Costa, da Exame Empreendimentos Comerciais, que representa no Brasil importadores alemães, lembra que a União Européia não é auto-suficiente na produção de frango e, por isso, precisa comprar de outros países. Os alemães argumentaram, conforme ele, que não teriam como adequar a produção até a data proposta pela UE e, por isso, pediram o adiamento. Fontes dos exportadores afirmam que o país teria pedido uma nova data, dessa vez setembro.

Com a posição alemã, as exportações brasileiras de cortes de frango salgado para a UE se mantiveram praticamente estáveis até agora. Segundo a Abef (associação que reúne os exportadores), no primeiro trimestre o bloco comprou 60,8 mil toneladas do Brasil, queda de apenas 0,55% sobre igual período de 2002.

Na mesma comparação, a Alemanha elevou suas importações do Brasil em 108,6%, para 30,4 mil toneladas, e se tornou o maior comprador europeu de cortes do Brasil, posto que em igual período de 2002 pertencia ao Reino Unido. O produto é usado principalmente pela indústria processadora de alimentos.

Segundo Costa, as compras alemães cresceram porque os importadores estão se estocando à espera da elevação da tarifa de importação no segundo semestre. Com essa estratégia, os preços dos cortes de peito salgado na exportação subiram 10% nos últimos dois meses, para US$ 2 mil por tonelada FOB, segundo Hélio Schorr, gerente de exportação da paranaense Copacol.

Apesar de a medida ter sido adiada, o diretor executivo da Abef, Cláudio Martins, considera que as vendas brasileiras de cortes para a Europa cairão 20% em 2003 sobre 2002, quando o Brasil exportou 261 mil toneladas para o bloco. “As perdas virão no segundo semestre”, ratifica Costa.

A decisão da União Européia levou o Brasil a pedir consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) por considerar que o bloco criou uma barreira técnica que tem efeito de barreira tarifária. Não está descartada a abertura de um painel (comitê de arbitragem) para discutir o tema.

Na última reunião entre os negociadores brasileiros e europeus em Genebra, o Brasil questionou por que apenas agora a UE decidiu mudar as regras, já que havia anos o país exportava frango salgado congelado com alíquota de 15,4% para Europa. Pelo novo entendimento da UE, o critério para taxação é o método de conservação. Assim, cortes congelados com teor de sal entre 1,2% e 1,9% devem ser considerados produtos congelados. Dessa forma, passaram a ter a mesma taxa que o produto congelado in natura, de 75%.

Assuntos Relacionados
Brasilexportaçãounião europeia
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329