Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Brasil continua persistindo no erro

Dados preliminares indicam queda de 45,5% nas exportações de carne suína no último mês de abril em relação ao mesmo período do ano passado.

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Redação (05/05/06) – O presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), Pedro de Camargo Neto, criticou ontem o setor pecuário e o governo pelo surgimento de novos focos de febre aftosa no Brasil. As declarações foram feitas durante a sua participação no Seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2006 e 2007, realizado hoje em São Paulo.

“O novo foco da febre aftosa no Mato Grosso do Sul se deve a uma sucessão de erros que vêm sendo permitidos sistematicamente pelos pecuaristas e pelo governo. Ou aprendemos com nossos erros e mudamos, ou continuaremos patinando e perdendo mercado mundial”, afirmou. Camargo afirma que o controle da febre aftosa é uma questão de fácil solução. Bastaria vacinar 90% do rebanho por dois anos consecutivos; manter um cadastro dos animais e dos produtores; fazer um controle efetivo do trânsito de animais e multar quem não vacina o rebanho. “Quando isso foi feito pelo Brasil, ficamos um bom tempo livre da doença”.

O presidente da Abipecs ressaltou que o Brasil não consegue conquistar novos mercados, como o Japão, porque o produto brasileiro perdeu credibilidade por conta da falta de controle sanitário. “O Brasil relaxou e o problema voltou. A responsabilidade é nossa e devemos assumi-la”, disse.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que as exportações brasileiras de carne suína começaram a se recuperar em abril, depois de três meses de queda consecutiva. Foi registrado um crescimento superior a 85% no setor em relação a março deste ano. A comparação com abril de 2005, no entanto, revela resultados ainda desanimadores para a balança comercial: 45,5% de queda na receita e 47,2% no volume. O embargo Russo às carnes brasileiras continua sendo o fator principal dos problemas enfrentados pelo setor.

O veto da Rússia às carnes brasileiras está em vigor desde dezembro do ano passado devido ao surgimento de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná. Desde então, apenas a produção do Rio Grande do Sul foi liberada para comercialização. A Rússia é o principal destino das exportações da carne suína brasileira. O Brasil registrou uma receita de US$ 1,6 bilhão com o embarque das três carnes para a Rússia no ano passado. A carne suína respondeu sozinha por US$ 1,1 bilhão deste total. O embargo continua vigorando para os demais Estados brasileiros, incluindo Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo.

 

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