Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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CNA critica governo pelo fracasso de Doha

Segundo representante da confederação, “a falta de vontade política do Brasil” desmoraliza o sistema multilateral de negociação e o órgão de solução de controvérsias da OMC.

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Redação (03/08/06)- Entidades empresariais do agronegócio criticaram ontem a postura do Itamaraty nas negociações comerciais internacionais e exigiram que o governo brasileiro volte à Organização Mundial do Comércio (OMC) para cobrar dos Estados Unidos o corte dos subsídios ao algodão. Para o assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Donizeti Beraldo, “a falta de vontade política do Brasil” desmoraliza o sistema multilateral de negociação e o órgão de solução de controvérsias da OMC.

Em 2004, o Brasil pediu à OMC que investigasse os subsídios americanos ao algodão. Os americanos foram condenados, mas não cortaram os subsídios. “Eles mexeram em 10% do que foram condenados”, comentou Beraldo. A instalação de um novo painel permitiria à OMC conferir se os americanos estão cumprindo o que foi determinado. O assunto foi discutido em reunião da Câmara Temática de Negociações Agrícolas.

O presidente da Comissão da CNA e da Câmara, Gilman Viana, ampliou as críticas para outros pontos da política externa brasileira. Em relação à adesão da Venezuela como membro pleno do Mercosul, ele cobrou a divulgação dos termos do acordo que permitiu a entrada do país caribenho no bloco. “Precisamos ver o que está acertado. Não está claro para nós o prazo que a Venezuela terá para fazer a desgravação tarifária e se o país renunciará ao sistema de bandas de preços”, afirmou.

A iniciativa privada não foi ouvida sobre o assunto, disse. Para ele, além dos termos do acordo, é importante saber em quanto tempo a Venezuela terá que se nivelar às regras atuais do Mercosul. “Sem um cronograma, não dá para falar se é bom ou ruim, pois a situação fica elástica”, completou Viana. Nesta semana, em audiência pública no Senado, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou que a adesão da Venezuela ao bloco foi uma iniciativa positiva do ponto de vista econômico.

Mas Viana mostrou-se preocupado com o “antiamericanismo” venezuelano. “Essa posição dificulta a formatação de uma proposta única do Mercosul”, afirmou. Mesmo com todas as ressalvas, ele não avaliou a adesão da Venezuela ao Mercosul como um mau negócio. “Todo o acordo é desejável. Abrir comércio interessa sempre, mas não podemos ser ingênuos. É preciso abrir o comércio de forma efetiva”, comentou.

O Brasil tem interesse em vender carnes bovina e de frango, subprodutos de carne, açúcar, chocolate e etanol para a Venezuela, mercado que é atualmente abastecido pelos Estados Unidos. Viana classificou a reunião do G-20, marcada para o começo de setembro no Rio de Janeiro, como “artificial, jogo de espelhos”.

O grupo reúne as 20 economias em desenvolvimento que atuam em conjunto nas negociações dos capítulos agrícolas da Rodada Doha da OMC. O objetivo da reunião é tentar relançar a rodada, interrompida em julho. Para Viana, “é impossível diminuir o insucesso da rodada com uma reunião do G-20. Não tem resposta prática e objetiva alguma”, comentou. “É um tiro n”água. Para a parte de comércio não adianta nada”. Segundo ele, havia uma expectativa muito grande de liberalização comercial, mas o “naufrágio” da Rodada Doha não pode ser escondido com uma reunião do G-20″.

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